A Worldcoin, iniciativa da empresa Tools for Humanity, cofundada por Sam Altman, CEO da OpenAI, tem chamado atenção por “comprar o olho” das pessoas. Na prática, a empresa oferece criptomoedas em troca do escaneamento da íris dos participantes. O objetivo declarado é criar um sistema de identificação digital que diferencie humanos de inteligências artificiais, garantindo autenticidade em interações online.

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O que é a Worldcoin?

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Como funciona a tecnologia?

O processo começa com o download do aplicativo World App, onde o usuário agenda um horário para comparecer a um dos pontos de verificação. Nesses locais, utiliza-se um dispositivo chamado Orb, uma esfera equipada com câmeras de alta definição que capturam imagens do rosto e das íris. Essas imagens são processadas localmente para gerar um código único, representando a identidade digital do indivíduo. Após a verificação, o usuário recebe uma quantia em Worldcoin (WLD), a criptomoeda da plataforma, que pode ser convertida em moeda local.

Presença internacional e valores oferecidos

A Worldcoin expandiu suas operações para diversos países, incluindo Brasil, Espanha, Alemanha, Argentina e Quênia. No Brasil, especificamente em São Paulo, a empresa tem 38 pontos para a “compra de olho”, chamado de ponto de verificação. Os valores oferecidos pela íris variam conforme o país e a cotação da criptomoeda, mas, em média, os participantes têm recebido o equivalente a R$ 196, pagos parcialmente após 24 horas e o restante de forma fracionada ao longo de 11 meses.

Controvérsias e preocupações

Apesar da proposta inovadora, a Worldcoin enfrenta críticas e investigações relacionadas à privacidade e ao uso de dados biométricos sensíveis. Na Espanha, por exemplo, a Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) suspendeu temporariamente as atividades da empresa, exigindo a eliminação dos registros de íris armazenados, alegando infrações ao Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia.

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No Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) iniciou um processo de fiscalização para investigar o tratamento de dados biométricos no contexto do projeto World ID.

Embora a Worldcoin apresente uma solução potencial para a verificação de identidade em um mundo cada vez mais digital, as preocupações com a privacidade e a segurança dos dados biométricos levantam questões importantes sobre a ética e a legalidade de tais práticas.

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