A noite de abertura da 40ª edição do Festival de Dança de Joinville, nesta segunda-feira (17), lotou as arquibancadas do Centreventos Cau Hansen, contou com a presença de políticos e teve um espetáculo pulsante pela luta antirracista e em defesa dos Direitos Humanos, liderado pelo artista norte-americano Bill T. Jones.
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A noite começou com o discurso do presidente do Festival de Dança, Ely Diniz, que destacou o número recorde de participantes e de diversos estados brasileiros no evento. Além disso, anunciou uma parceria para apresentações de dança no Beto Carrero World e em um cruzeiro.
Em seguida, o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), subiu ao palco e afirmou que celebrar os 40 anos do festival é homenagear o passado e planejar o futuro. Ele também ressaltou a presença de dançarinos de diversos locais do mundo.
— É dessa forma que a gente reforça que Joinville é a capital da dança — pontuou.
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Depois, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), anunciou R$ 1 milhão em investimentos para o Instituto Festival de Dança e celebrou a festa.
— Aqui tem arte e cultura. O festival vende Santa Catarina para o mundo — destacou.
Fúria de conscientização no palco
O diretor Bill T. Jones trouxe a Joinville o espetáculo “What Problem?”. Sentando em um banco à esquerda, ele lia um texto enfurecido e conscientizador contra o racismo. Neste ritmo, o norte-americano coordenava nove dançarinos e quatro músicos, um quarteto formado por negros dos Estados Unidos de roupa vermelha e voz potente.
Bill T. Jones traz debate sobre racismo, arte e sexualidade ao Festival de Dança de Joinville
Durante a apresentação, Jones citou lideranças históricas negras, como Martin Luther King Jr. e Malcolm X. Ele ainda ecoou frases contra o conservadorismo e em apoio aos Direitos Humanos.
No fim, centenas de outros dançarinos subiram ao palco e, após diversos passos artísticos, ditaram frases contra a violência, preconceitos, emotivas e de emancipação das pessoas, fazendo o público ficar de pé para aplaudir a apresentação.
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