Situada em Jaguaruna, no Litoral Sul de Santa Catarina, a Laje da Jagua é o principal ponto de encontro de surfistas de ondas grandes no Brasil. O local é apelidado como Nazaré brasileira, cidade portuguesa referência mundial no surf, que atualmente, possui um pacto de cidade-irmã com o município catarinense de pouco mais de 20 mil habitantes.

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Thiago Jacaré, surfista e morador de Jaguaruna, conta que já presenciou ondas de até 15 metros de altura. Para ele, o lugar é especial e misterioso, pois é difícil registrar os seus melhores dias.

— A Laje é meio mística. Sempre nos dias gigantes acontece algo inesperado e não conseguimos registrar — conta Thiago Jacaré.

De acordo com estudo da Red Bull, a exploração do lugar paradisíaco iniciou em 2003, com Zeca Scheffer e o campeão mundial de ondas grandes Rodrigo Resende. As ondas no local se formam a uma profundidade de 1,5 a 2 metros.

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Perigosa e desafiadora, a laje oceânica já causou diversos naufrágios, como o do navio do guerrilheiro Giuseppe Garibaldi no século 19, causando ao menos 70 mortes. Uma associação que é comandada por surfistas locais mantém a segurança, preservação e ajuda a organizar os eventos.

Competições no local

A Laje da Jagua conta com os Jagua Boys, grupo de surfistas catarinenses que disputam competições mundiais de ondas gigantes. O lugar já recebeu inúmeras competições, em 2024, por exemplo, reuniu surfistas de renome internacional, como o brasileiro Lucas Chumbo.

Em 2025 há a expectativa de Jaguaruna sediar uma etapa do mundial de surf. Segundo Jacaré, após o vínculo de cidade-irmã com Nazaré, essa possibilidade cresceu ainda mais, e neste ano, se tornou real. A competição deve ser realizada entre abril e setembro.

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