A mulher de Henrique Pizzolato, Andrea Haas, esteve na Penitenciária de Modena na manhã deste sábado para tentar visitar o marido, preso na Itália na quarta-feira, dia 5.

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Mas o encontro não foi possível, supostamente por falta de autorização judicial.

Conforme o jornal O Globo, Andrea conduzia um carro vermelho sozinha e chegou no primeiro horário de visita da prisão. Aos jornalistas que estavam no local, teria dito apenas:

– Isso tudo é uma grande mentira!

Ainda segundo a reportagem, Andrea carregava um saco plástico com roupas e uma pasta amarela e foi bombardeada com perguntas:

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– É verdade que a senhora só vai falar com a imprensa italiana e não com a brasileira? Por quê ?

Andrea teria respondido:

– É. Por quê? Vocês já sabem por que tudo isso é uma grande mentira. Todos os documentos foram apresentados à imprensa. Tiveram a oportunidade de divulgar e nunca divulgaram. Só divulgaram mentiras. Por quê vou falar mais?

Os documentos citados por ela seriam capazes de provar a inocência do ex-diretor do Banco do Brasil, condenado no processo do mensalão. Andrea silenciou sobre o fato de o marido ter usado documentos de um irmão morto.

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Segundo a reportagem de O Globo, Pizzolato divide uma cela de 9 metros, com telefone, com um italiano. Os detentos podem ter computador, mas sem internet. E todos têm direito a dar um telefonema por semana para números controlados.

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Além disso, têm direito à médico e psicólogos, quando necessário. Alguns trabalham na prisão, na cozinha, por exemplo.

Os prisioneiros comem macarrão todos os dias, mas a comida, segundo os policiais, “é boa e equilibrada”. Tem uma comissão, da qual parte parte inclusive prisioneiros, que decide sobre o cardápio.

Pizzolato tem direito a quatro horas fora da cela por dia , no pátio dos detentos: duas horas de manhã, e as outras duas à tarde. A penitenciária de Modena tem, inclusive, uma sala de ginástica. Setenta por cento dos detentos são estrangeiro