Em meio à pior onda de frio dos últimos tempos, os moradores de rua são os mais afetados. Na tentativa de amenizar os efeitos da baixa temperatura para esta população, voluntários, organizações e governantes se mobilizam para ajudar. Em Florianópolis, o abrigo improvisado na Passarela Nego Quirido recebeu 100 pessoas na noite de segunda-feira, mas ainda tem capacidade para receber mais 70. Lá eles podem tomar banho quente, se alimentar e dormir em condições um pouco mais humanas.

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A todo instante chegam doações. A coordenadora do Centro Especializado em Atendimento à População de Rua – Centro POP, Rosangela Santos, explica que apesar de estarem recebendo muito material, ainda faltam calçados e roupas masculinas, além de materiais de higiene, como lâminas de barbear e escovas de dente.

Em dias normais, o Centro POP atende em média 70 pessoas, que vão até lá para fazer refeições e receber apoio psicológico. Além da necessidade de donativos, há uma carência de profissionais e voluntários para ajudar no tratamentos de pessoas em situação de vulnerabilidade, já que muitos são dependentes de drogas e demostram vontade de largar o vício. Rosangela conta que toda a equipe de psicólogos e assistentes sociais está trabalhando dobrado, mas não está conseguindo atender a todos os pedidos de consultas.

– Estamos tentando dar atendimento e encaminhamento para todos os que passam por aqui, mas infelizmente nossa equipe é reduzida – explica.

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Em Biguaçu não existem abrigos populares. Por isso a prefeitura fez parcerias com casas de passagem. Segundo a diretora da Secretaria de Assistencial Social, Eliane Rocha, a casa de Apoio Pastor Mauricio, na BR-101 está arrecadando donativos e recebendo quem não tem onde dormir. Na Igreja Matriz, no centro, organizações não governamentais e sociedade civil estão recebendo doações e distribuindo para a população carente.

Em Palhoça, cerca de 12 pessoas procuraram abrigos ou foram levadas por assistentes sociais para o Ginásio Caranguejão, no Centro. O local improvisado pode acomodar 55 pessoas. Em São José, equipes estão abordando os moradores de rua e encaminhando para abrigos. A prefeitura aumentou mais 20 vagas em relação às 60 de segunda feira.

Como ajudar

Além de doar roupas, cobertores e alimentos, qualquer pessoa pode ajudar com trabalho. São necessários voluntários para separar os donativos, e também para ajudar na organização e limpeza dos locais de abrigo. Veja como ajudar na sua cidade:

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Florianópolis

Centro POP – Passarela Nego Quirido

O local está preparado para receber até 170 pessoas.

Necessitam de pessoas para separar os donativos, e principalmente roupa masculina: calças com elástico, sapatos, meia, cuecas, barbeadores, escovas de dente e produtos de limpeza

Informações: Centro POP 3223 0824 / Defesa Civil 199

Albergue Noturno Manoel Galdino – Centro

O albergue está com lotação máxima, mas tem necessidade de cobertores, e outros donativos e uma televisão, já que a única que tinha no local estragou.

Informações: 3223 7704 / 9962 8840

Biguaçu

Necessidade de cobertores, roupas masculinas e alimentos. Podem ser entregues nos locais dos abrigos ou centro administrativo do munícipio.

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Casa de Apoio Pastor Mauricio – 8455 0541

Secretaria de Assistência Social 3285 1073/ 3285 1076

Palhoça

O Ginásio Caranguejão, no centro foi adaptado para receber até 55 pessoas.

Necessitam de roupas masculinas, cobertores e calçados masculinos.

São José

O Centro POP, na rua Joaquim Vaz, nos fundos da beira-mar de São José, está recebendo doações e encaminhando os necessitados para os abrigos. São 80 vagas.

Informações e entregas de donativos: 8854-4443

Secretaria de Assistência Social – Barreiros