Preso pela Polícia Federal neste sábado (14), Braga Netto é general da reserva do Exército, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa do governo Bolsonaro e candidato a vice na chapa que perdeu a eleição para Lula em 2022. Pesa contra o militar uma investigação por tentativa de golpe de Estado. De acordo com os documentos, ele foi o líder do plano que pretendia matar Lula, Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes para manter o político do PL no poder mesmo após a derrota nas urnas.

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No currículo registrado no governo federal, Walter Souza Braga Netto contou sobre a trajetória profissional dele. O mineiro se formou no curso de cavalaria da Academia Militar das Agulhas Negras em 1978. Depois, chegou ao nível do doutorado dentro de instituições militares. Aos 68 anos, ele também tem duas pós-graduações em áreas de Política e Gestão Estratégica.

Braga Netto passou a assumir cargos políticos de confiança em 1997, quando foi assessor da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República na estruturação e implantação do Sistema de Proteção da Amazônia. Coordenador, comandante e Chefe do Estado-Maior do Exército, tornou-se ministro de Estado Chefe da Casa Civil de Bolsonaro em 2020. No ano seguinte, foi ministro da Defesa.

Para a Polícia Federal, foi na casa de Braga Netto que o plano de matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi discutido em novembro de 2022. Os investigadores da PF conseguiram recuperar arquivos apagados no celular apreendido de Mauro Cid. O plano do atentado contra as autoridades seria por meio das Forças Especiais do Exército, os chamados Kids Pretos — tropa da qual Cid fazia parte.

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Segundo a PF, entre as ideias cogitadas pelo grupo, estava a de envenenar o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Lula. “Para execução do presidente Lula, o documento descreve, considerando sua vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais, a possibilidade de utilização de envenenamento ou uso de químicos para causar um colapso orgânico”.

A PF afirma que o grupo ligado a Bolsonaro se dividiu em seis núcleos para organizar uma tentativa de golpe de Estado, como “Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral”, “Núcleo Jurídico” e “Inteligência Paralela”. Agora, o relatório está com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

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