Lívia Gabriella da Silva, de três anos, viralizou nas redes sociais após aparecer abraçada com sapos na cama da mãe em vídeo que já tem mais de 40 mil visualizações. No domingo (18), a menina comemorou o aniversário com uma festa temática do anfíbio favorito dela. As informações são do g1.

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— O bolo foi pelo motivo dos vídeos, porque ela adora sapos. Uma homenagem — conta Pedro Henrique Mello, 18 anos, irmão de Lívia.

Dessa vez, ela não levou animais de verdade para a festa. Mas a decoração estava repleta de referências ao vídeo em que ela interage acariciando e brincando com sapos vivos. Segundo Pedro, os animais não foram convidados, pois “as tias tinham medo”.

A origem da paixão

O irmão de Lívia foi o responsável por apresentar os animais à criança. Segundo ele, a paixão começou esse ano. 

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— Peguei um [sapo] e fui mostrar para ela. Deixei ela pegar. Quando tirei, virou uma choradeira — conta.

A menina tem interesse e costuma tratar com naturalidade os animais silvestres inclusive de outras espécies:

— Esses dias levei um susto, ela estava com uma aranha na mão 

A mãe dos dois, apesar de ter tido receio no começo, afirma que Pedro também era apaixonado pelos animais quando era pequeno. 

— Desde pequenininho o Pedro também tinha amor por sapos, animais, e a Lívia herdou isso dele — explica a mãe.

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Os perigos de pegar sapos nas mãos

O biólogo da Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente Christin Raboch, que atua em resgates de animais na região Norte do Estado, recomenda não tocar nos anfíbios.

— A gente não recomenda ficar pegando animal silvestre na mão por dois motivos: um para que a pessoa não passe eventuais doenças para os bichos. outro, para que e o bicho não passe algo, como algum fungo, para a pessoa — explica.

Ele explica que, apesar de muitas pessoas terem medo de animais venenosos, apenas uma espécie de sapo tem veneno mais grave.

— No Brasil só tem uma espécie que solta aquele veneno que vai cegar a pessoa, que é na Amazônia. Os restantes dos sapos são inofensivos. Então, se estiverem na frente, tudo bem, pode deixar ele ali — diz Raboch.

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