Um evento virtual do Ministério da Educação (MEC) na manhã desta sexta-feira (31) orientou as escolas brasileiras sobre a proibição do uso de celulares durante aulas e intervalos. O veto aos aparelhos no ambiente escolar foi formalizado no dia 15 de janeiro, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar a lei que se estende a toda educação básica, pública e particular, ou seja, abrangendo a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. As informações são do g1.

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O MEC anunciou, ainda, que duas novas medidas devem ser tomadas em fevereiro. Uma delas será um decreto presidencial que esclarecerá os pontos específicos da lei, e a outra será uma resolução com diretrizes operacionais, a ser emitida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

— A gente quer otimizar o uso, potencializar os benefícios e mitigar os efeitos nocivos [da tecnologia] — comentou Kátia Schweickardt, secretária da Educação Básica do MEC.

Lei que proíbe uso do celular na sala de aula em SC está ultrapassada

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Os direcionamentos mais específicos são de extrema importância, de acordo com Aléssio Costa Lima, presidente da Undime, que une as secretarias municipais de ensino.

— Essa lei precisa constar nos regimentos escolares. Como vai ser a materialização dela no dia a dia? Isso precisa ser detalhado — afirma.

Saiba quais são as principais recomendações do MEC

As principais recomendações da pasta foram transmitidas tanto no evento quanto em guias disponibilizados nas redes sociais. Veja as principais:

  • Cabe às escolas decidirem onde os celulares ficarão guardados. Mesmo com os direcionamentos mais específicos que virão, o MEC não vai estipular se os aparelhos devem permanecer na mochila do aluno ou em uma caixa controlada pelo professor: “Não há uma imposição única. Colocamos algumas possibilidades no material de referência para as escolas”, disse Anita Stefani, diretora de Apoio à Gestão Educacional do MEC.
  • As escolas devem reforçar que a medida foi tomada para proteger os alunos: “Vai haver resistência, como também houve quando os cintos de segurança passaram a ser obrigatórios”, completou Stefani.
  • As exceções devem ser respeitadas. Por exemplo, o uso do celular é permitido em situações relacionadas a fins pedagógicos ou didáticos, à inclusão e à acessibilidade de estudantes com deficiência e ao atendimento a condições de saúde e garantia de direitos fundamentais.

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O que é proibido ou liberado no projeto sobre uso de celular nas escolas aprovado no Senado

— A lei não tira a tecnologia da educação. É sobre como utilizar os dispositivos de forma intencional. Os professores precisam saber usá-los a seu favor — esclarece Stefani.

O guia do MEC aponta que o ideal é que os estudantes sequer levem os celulares para a aula. Como essa medida pode ser inviável, é necessário “indicar um lugar seguro para que [os smartphones] fiquem retidos”.

  • As secretarias de educação terão que desenvolver ações de apoio à saúde mental dos alunos. Já nas escolas, o recomendado é que tenha um processo de escuta e acolhimento.

Com as medidas, é importante que os professores saibam lidar com a “abstinência” que crianças e jovens podem sentir quando privados da tecnologia, afirmou Washington Bandeira, secretário da Educação do Piauí e membro do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

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  • O uso dos celulares deve ser restrito mesmo no “tempo livre”, diz Aléssio Costa Lima, presidente da Undime: “Precisa reservar o recreio e os intervalos para favorecer a necessidade social do convívio”, pontua. Ele falou, ainda, sobre a importância de as crianças poderem brincar longe das telas.
  • Práticas adotadas devem ser revistas periodicamente para ajustes e melhorias.

A maioria das escolas públicas e particulares brasileiras começam o ano letivo nesta época, entre a última segunda-feira (27) e a 1ª semana de fevereiro. No caso dos colégios que ainda autorizavam o uso do celular em sala de aula, começa uma “nova era”.

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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