O marido de Deise dos Anjos disse, em depoimento à Polícia Civil, que pensou em se separar da mulher após o pai dele, Paulo Luiz dos Anjos, falecer. Ela é suspeita de envenenar um bolo com arsênio e matar três pessoas no Rio Grande do Sul. Depois da exumação do corpo do idoso, a polícia descobriu que o pai de Diego dos Anjos também foi envenenado. Deise também é a principal suspeita deste outro crime. As informações são da CNN.
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A motivação para que o casamento continuasse foi o filho do casal, de nove anos. De acordo com o depoimento, Diego nunca chegou a contar para Deise que gostaria de pedir o fim do relacionamento, mas que “pensava na dinâmica de como seria as questões que envolvessem a separação”.
Diego e o filho, supostamente, também chegaram a ser envenenados pela mulher, por meio de um suco de manga. Na amostra de urina de ambos, foi encontrado arsênio, substância utilizada na farinha do bolo que a família consumiu no dia 23 de dezembro e que causou a morte de três pessoas.
Morte do sogro de Deise
Em depoimento, Diego também disse que pensava que ele podia ter causado a morte de Paulo após o homem comer uma “banana da enchente”, supostamente contaminada, oferecida por ele ao seu pai.
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A esposa, no entanto, seria a autora do crime, ao colocar arsênio no leite em pó consumido pelo sogro, segundo a Polícia Civil. Ela, de acordo com Diego, nunca o incentivou a ir em busca da causa da morte de Paulo.
Zeli dos Anjos, mãe de Diego, sogra de Deise e o principal alvo do bolo envenenado, também disse em depoimento que o esposo começou a passar mal cerca de uma hora depois de ter consumido o leite em pó, com vômitos intensos.
À época, segundo o depoimento de Zeli, Paulo ficou conhecido como “o homem que morreu pelas bananas da enchente” pelas pessoas do bairro. Deise era uma das pessoas que incentivavam essa versão.
Autora do crime
Deise está presa desde o dia 5 de janeiro. Ela teve a prisão prorrogada por 30 dias, conforme o delegado Fernando Sodré, em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta terça-feira (28). Ele diz não ter dúvidas de que Deise é culpada pelo envenenamento da família do marido a partir da farinha usada para fazer o bolo. Ela também seria a responsável pela morte do sogro, quatro meses antes, também por arsênio.
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O que diz a defesa
A irmã de Deise mandou uma carta ao Fantástico rebatendo as acusações. Disse que a polícia já está a condenando antes do julgamento, que ela ajudou os sogros durante e após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, e que Deise nunca foi uma pessoa fácil de lidar, mas que isso não faz dela uma assassina.
Em nota, o advogado da acusada citou a necessidade da presunção de inocência, já que o inquérito ainda não possui relatório final e, em relação aos dados extraídos do celular dela, afirmou que devem ser avaliados no contexto correto no qual estão inseridos.
Quem são as vítimas
Três pessoas morreram no dia 23 de dezembro de 2024 ao consumirem um bolo que continha arsênio na farinha. As três vítimas fatais foram identificadas como Maida Berenice Flores da Silva, de 58 anos, Tatiana Denize Silva dos Santos, de 43, e Neusa Denise da Silva dos Anjos, de 65. Neusa morreu em decorrência de um “choque pós-intoxicação alimentar”, enquanto as irmãs Maida e Tatiana faleceram por paradas cardiorrespiratórias.
A mulher também é suspeita pelo homicídio do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, que morreu em setembro de 2024. O corpo dele foi exumado e, na análise, também foi encontrado arsênio. Deise tinha problemas com a sogra e chegou a ameaçar Zeli.
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Veja fotos do caso do bolo envenenado
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