Passados quatro dias da morte de Letícia Budal, de 20 anos, a mãe da jovem busca forças para enfrentar a perda da filha. A estudante morreu no último sábado (15), quando caiu de uma altura de aproxidamente 50 metros dentro de uma cachoeira em um acampamento recreativo de Joinville. A mulher conversou com o g1

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Rosemeri Silva Budal, assim como amigos e colegas de faculdade, definiu a menina como uma pessoa especial, que encantava por onde passava. 

— Ela era muito amada por todos, família, amigos. [Era] Muito especial — disse Rosemeri Silva Budal ao g1. 

Letícia estava acompanhada da família quando aconteceu o acidente. A morte foi constatada ainda no sábado por socorristas que foram até o local, mas, devido a região ser de difícil acesso, ao escurecer, as buscas foram retomadas no dia seguinte. 

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Foram mais de dez horas de operação para o resgate ao corpo, além de mais de 40 profissionais empenhados nas buscas, entre voluntários dos bombeiros e do Grupo de Resgate em Montanha. O helicóptero Águia da Polícia Militar também participou da ação. 

Conforme apurado pelo g1, a morte de Letícia é investigada pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville. De acordo com a Polícia Civil, o inquérito vai ser instaurado assim que os laudos periciais e demais diligências preliminares ficarem prontos.

Cachoeira interditada

Após o acidente, os proprietários do Recanto Nascentes Divinas, onde fica a cachoeira em que a jovem morreu, decidiram por interditar o local, região do Rio da Prata, por tempo indeterminado. A decisão foi publicada nas redes sociais.

Segundo Eliane Hamann, dona do estabelecimento, existem placas de sinalização durante o percurso que avisam sobre os perigos do local, como a altura íngreme e as pedras escorregadias. Porém, a tragédia fez com o recanto repensasse a manutenção das atividades.

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De acordo com Eliane, o recanto não tem condições de oferecer um guia para a trilha, já que são poucas pessoas que se aventuram no percurso de aproximadamente 1h20, entre ida e volta.

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Há cinco anos, o GRM foi chamado para auxiliar nas buscas de homem que desapareceu enquanto fazia a mesma trilha que Letícia fez no Recanto das Nascente Divinas.

O resgate foi considerado de alto risco e envolveu vários profissionais. O homem foi encontrado pelos agentes em um dos “degraus” da mesma cachoeira, já sem vida.

Imagens de drone mostram percurso de cachoeira

Imagens de um drone utilizado pelo GRM durante o percurso de resgate ao corpo de Letícia mostram local da cachoeira em que a jovem escorregou. A gravação inicia próximo ao chão e faz o caminho inverso da queda, onde a equipe de resgate se instalou, e sobe em direção ao ponto de onde a jovem teria caído, na borda da trilha.

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 No vídeo é possível ver o caminho sinuoso da cachoeira, além das pedras e vegetação: 

A suspeita, segundo Robertson Christhopher Lach, que faz parte da equipe operacional do resgate, é de que ela tenha se aproximado da borda da trilha para tentar ver a cachoeira, tenha escorregado e desaparecido na água.

— Nesta trilha, não dá pra ver a cachoeira de cima e, provavelmente, ela tentou chegar mais perto e, como lá tem muitas pedras lisas, ela pode ter escorregado e caído da altura de 50 metros — explica.

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