No dia 17 de dezembro de 2024, Ramiro Vasconcelos, de 31 anos, saiu de casa em Imbé, no Rio Grande do Sul, dizendo que iria para São Paulo. Quatro dias depois, ele entrou em contato com a mãe, Luciana Vasconcelos, informando que estava na rodoviária de Florianópolis. Desde então, a mulher não teve mais notícias sobre o paradeiro do filho. Já são 39 dias de agonia, sem qualquer nova informação.

Continua depois da publicidade

Clique aqui para receber as notícias do NSC Total pelo Canal do WhatsApp

Luciana diz que mesmo compartilhando o desaparecimento nas redes sociais, ninguém entrou em contato com ela até o momento com alguma notícia que possa levá-la ao encontro do filho. Ela conta que está tentando ter alguma esperança em encontrar Ramiro são e salvo, mas que não sabe mais o que pensar sobre o caso.

— O fato de ele não entrar em contato nem pra pedir dinheiro me preocupa muito, conhecendo e sabendo como ele é — diz.

Ela conta que não tem conhecimento sobre algum amigo ou familiar que possa estar abrigando Ramiro durante o desaparecimento.

Continua depois da publicidade

Nas redes sociais, Luciana agradece o apoio de quem compartilha as postagens com a imagem de Ramiro, com o intuito de divulgar o caso. Em um dos últimos posts, ela destacou que as mensagens de “força” lhe dão motivação para continuar as buscas.

“A todos que tentam de alguma forma ajudar, a minha eterna gratidão. Eu sinto plenamente a energia de vocês no meu dia a dia. É a minha força pra continuar”, afirmou.

Recentemente, Luciana também publicou um vídeo em que Ramiro canta e toca violão com um primo. Na legenda, ela disse que espera “pela hora de lembrar tudo isso como um grande pesadelo”.

Quem é Ramiro

Ramiro é formado em Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, segundo Luciana, sempre foi muito apegado a ela. As brigas entre os dois aconteciam apenas às vezes, “como em qualquer família”, diz.

Continua depois da publicidade

Em Porto Alegre, enquanto estava na universidade, Luciana ajudava com os custos, mas não conseguiu mais ajudar com dinheiro depois que o rapaz se formou e pediu para que ele procurasse um emprego ou voltasse para Imbé.

Já na cidade natal, ele conseguiu um emprego, mas foi demitido por alegar que estava sofrendo assédio moral, de acordo com Luciana. Foi a partir daí que a mãe do rapaz começou a estranhar o comportamento dele.

— De repente ele mudou, não falava mais com a família. Quando ele entendeu que eu não ia mais pagar as coisas para ele enquanto ele não fosse trabalhar, ele pegou as coisas e foi embora, simples assim — lembra.

Sem inquérito na Polícia Civil

O caso está sendo acompanhado pela Delegacia de Desaparecidos da Polícia Civil, sem abertura de inquérito criminal. Luciana diz que acompanha e pede informações diariamente. A última atualização foi nessa segunda-feira (27), em que a polícia a informou que “está tentando o máximo possível [ter informações]”.

Continua depois da publicidade

Veja fotos de Ramiro Vasconcelos

Leia também

Puxado por latrocínios, SC tem aumento nas mortes violentas em 2024

SC tem mais de 9 mil vagas de emprego abertas; confira por cidade