O samba de raiz de Florianópolis perdeu neste domingo um dos seus maiores expoentes. Morreu Reizinho do Violão, nome artístico de Osmar Cunha da Silva, 74 anos, violonista que com seu dedilhado diferenciado encantou os amantes da boa música. Reizinho estava no hospital de retaguarda em Nova Trento e morreu em decorrência de problemas cardíacos.

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Gaúcho de Porto Alegre, Reizinho morou em outras capitais e até em Buenos Aires, onde também viveu da música. Mas havia quase 30 anos morava em Florianópolis. Tocou em bares tradicionais, como no saudoso Bar do Tião (Monte Verde), Rancho do Neco e, atualmente, Rancho do Sebastião, no Sambaqui.

Em acústico independente, Reizinho deixa músicas e arranjos autorais onde canta amores e belezas da Ilha de Santa Catarina

Recentemente, já com quase 70 anos, Reizinho surpreendeu e foi estudar Letras na Universidade Federal de Santa Catarina, e com um detalhe: apesar dos estudos, seguiu tocando e cumprindo sua agenda de músico comprometido com a arte e seu público.

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Reizinho começou a tocar aos 15 anos, meio “tarde”, como dizia, pois dividia outro talento, o desenho. Justamente por esse dom, morou no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, fazendo cartazes para ilustrar filmes do cinema brasileiro. Mas foi a música a grande paixão da vida e com dedicação de mais de 50 anos. Como legado, além do talento e respeito à arte e cultura, Reizinho deixa um CD, resultado do Acústico, de 2021, produção independente com arranjos e músicas de autoria própria. No repertório, Angelical, Armação, Bibelô, entre outras canções, e a participação especial de Gellon Borges, no sax.

As composições falam de amor e sobre lugares da Ilha de Santa Catarina, como a praia da Armação.
Reizinho deixa uma filha, Thayse. O corpo do músico foi trasladado para Florianópolis durante a tarde de domingo. O velório está marcado para a partir das 10h desta segunda-feira, na capela H, do Cemitério São Francisco, no Itacorubi.

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