O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não merece ser absolvido por ter tentado um golpe de Estado ao final do mandato, no fim de 2022. A fala ocorreu em entrevista a rádios mineiras, na manhã desta quarta-feira (5). As informações são do portal g1.
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— Eu acho que quem tentou dar um golpe, quem articulou inclusive a morte do presidente e do vice-presidente, do presidente do Tribunal Eleitoral, não merece absolvição. Por menos do que eles fizeram, muita gente no Partido Comunista foi morta. Muita gente foi presa. O [Luís Carlos] Prestes passou 50 anos prestando contas à Justiça brasileira — afirmou.
Lula ainda criticou o fato de a ala bolsonarista buscar anistia antes mesmo do término do processo contra o ex-presidente. Segundo o presidente, quem decidirá é a Justiça.
— Nem terminou o processo, já querem anistia. Não acreditam que são inocentes? Eles deveriam acreditar, e não ficar pedindo anistia antes de o juiz determinar a punição — questionou Lula.
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O presidente disse que os denunciados terão direito de defesa e sugeriu que os acusados se defendam e esperem o julgamento antes de pedir anistia.
Lula foi além e disse que se enfrentar Bolsonaro nas urnas novamente, venceria e eleição.
— Se a Justiça entender que ele pode concorrer às eleições, ele pode concorrer. E se for [concorrer] comigo, vai perder outra vez. Porque não há possibilidade de a mentira ganhar uma eleição neste país — afirmou.
O projeto de lei da anistia é uma iniciativa da oposição ao governo Lula e pretende anular condenações de envolvidos com atos golpistas no fim do governo Bolsonaro, quando apoiadores do ex-presidente tentaram impedir a posse do presidente Lula.
Além de Bolsonaro, a lista de investigados pela suposta tentativa de golpe inclui o general Walter Braga Netto, candidato a vice na chapa de Bolsonaro e preso preventivamente, o ex-ministro do GSI, Augusto Heleno, e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
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Além da anistia aos atos de 8 de janeiro, a ala bolsonarista no Congresso cogita também uma mudança na Lei da Ficha Limpa que poderia reduzir o tempo de inelegibilidade de oito para dois anos – a mudança poderia permitir que Bolsonaro disputasse a eleição presidencial em 2026.
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