Reconciliação
Suu Kyi afirmou esta semana que, seu partido vencer, vai dirigir o governo de Mianmar e que a presidência, função que a Constituição a impede de assumir, trabalhará de acordo com a política que ela determinar.
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“Em caso de vitória, dirigirei o governo. E teremos um presidente que trabalhará de acordo com a política da LND”, afirmou, em durante uma entrevista coletiva em sua casa de Yangun.
“Estarei acima do presidente”, disse de forma enigmática a vencedora do Nobel da Paz, criticada por não compartilhar o poder em seu partido.
A presidência da LND não tem sucessor designado.
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A primeira missão do Parlamento eleito no domingo será escolher o próximo presidente, um processo complexo que só deve acontecer em março.
Suu Kyi não poderá disputar o pleito por conta de um artigo da Constituição que impede o acesso ao cargo às pessoas com filhos de nacionalidade estrangeira. Os dois filhos de Suu Kyi são britânicos.
Segundo a LND, o artigo foi redigido com o exclusivo objetivo de impedir que Suu Kyi assumisse a presidência.
Desde 2012, Suu Kyi ocupa uma cadeira no Parlamento, depois que seu partido venceu com folga as eleições parciais.
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Nos últimos dias, os ex-generais que desejam conservar os interesses da junta deram mostras de nervosismo.
Suu Kyi, no entanto, não fechou a porta para a possibilidade de formar um governo de coalizão. A LND disputa as legislativas com outros 90 partidos.
Mas ela não explicou se a proposta envolve o partido USDP, atualmente no poder.
Ao que parece, Suu Kyi olha mais para os partidos que representam as minorias étnicas do país, que constituem mais de um terço da população do país.
A campanha eleitoral de Suu Kyi, a mais midiática de todas, envolveu todo o país e os comícios registraram grande público, mas sem pesquisas é difícil avaliar as intenções de votos entre os 30 milhões de eleitores.
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* AFP