A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, foi presa nesta quinta-feira (9), após uma manifestação contra o presidente Nicolás Maduro, na região de Caracas, capital do país. Os detalhes foram divulgados pela imprensa da Venezuela. As informações são do portal g1.

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No início da noite, a equipe de Corina divulgou uma nota informando que ela foi libertada. “Eles a levaram embora à força. Durante o período do sequestro, ela foi obrigada a gravar vários vídeos e posteriormente foi libertada. Nas próximas horas ela se dirigirá ao país para explicar os fatos”, detalhou, em nota.

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Maria Corina foi vista na manifestação desta quinta-feira após cinco meses sem aparições públicas. Ela discursou para manifestantes em um ato nos arredores de Caracas. O partido da opositora afirmou em uma rede social que membros do regime de Maduro teriam avançado sobre motos que transportavam María Corina Machado. “María Corina foi interceptada violentamente ao sair da concentração em Chacao”, informou um comunicado do COmando ConVzla, grupo que reúne opositores a Maduro.

Edmundo González, adversário de Maduro nas eleições do ano passado que teve o apoio de María Corina pediu a libertação da aliada em uma rede social. “Exijo a libertação imediata de María Corina Machado. Às forças de segurança que a sequestraram eu digo: não brinquem com fogo”, afirmou.

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O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, também pediu a liberdade da opositora e a manutenção da integridade pessoal dela. Em um artigo publicado no jornal “The Wall Street”, María Corina disse que estava escondida por temer pela própria vida. Ela já afirmou que sofria perseguições, como ocorre também com outras pessoas críticas ao regime de Maduro na Venezuela.

O genro de Edmundo González também foi detido por homens encapuzados na segunda-feira (6) e permanece desaparecido. González também é alvo de um mandado de prisão com oferta de recompensa de 100 mil dólares, mas o adversário político de Maduro está asilado na Espanha.

Partidos de oposição da Venezuela fizeram protestos em todo o país nesta quinta-feira, dia que antecede a posse presidencial. A oposição e o grupo de Maduro reivindicam a vitória nas eleições de julho do ano passado.

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