Com mais de mil metros de altura e berço para espécies de plantas e animais da rica fauna catarinense, o Morro do Cambirela é uma das belezas da Grande Florianópolis. Vulcão no passado, batizado com nome indígena e referência para navegantes e aviadores que cruzavam o sul do continente, o monumento natural é maior que o Corcovado, o Pão de Açúcar e até mesmo que os mais altos edifícios da badalada Balneário Camboriú, no Litoral de Santa Catarina, e da rica Dubai, nos Emirados Árabes.

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Para contar detalhes da história desse “gigante” catarinense, o NSC Total produziu uma série de reportagens que resgatam a memória e os personagens do local. Ao longo dos dias, a reportagem mergulha no Morro do Cambirela retratado em obras de arte, em cartas de antigos navegadores e em relatos de padres jesuítas. Também nas lembranças de pessoas que têm profunda conexão com o Cambirela.

Veja a reportagem especial “Kamby-reya: memórias e personagens do Morro do Cambirela” 

Nesta primeira reportagem, a repórter Ângela Bastos e o fotojornalista Lucas Amorelli detalham em um minidocumentário os principais acontecimentos do local e como eles se misturam com a história de Santa Catarina.

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Confira o vídeo

A série contará com outras três partes, que serão publicadas entre os dias 21 e 23 de julho. Abaixo, confira alguns trechos do material.

“Magma a 800 graus centígrados”, explica geólogo da UFSC

— Há 590 milhões de anos, cinzas cobriram a região enquanto o magma incandescente a uma temperatura de 800 graus centígrados se esparramava — explica o geólogo Breno Leitão Waichel, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e que estuda a formação rochosa do maciço.

“Uma montanha sagrada”, diz mulher indígena

Para os moradores da terra indígena Yakã Porã, no Morro dos Cavalos, em Palhoça, a relação é sagrada.

— Quando se fala na montanha Cambirela, vem à mente a figura de um corpo feminino que, com seus seios, amamentou, remetendo à mãe-terra — conta a cacica Eliara Antunes.

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“Quase não acreditei quando vi o topo branquinho de neve”, recorda fotógrafo

Para o fotógrafo Alvarélio Kurossu, que em 23 de julho de 2013 fez um dos registros mais encantadores da vida profissional — o topo do Cambirela coberto de neve —, o sentimento é de gratidão. Onze anos depois, ele diz que não acreditou quando alguém disse que tinha nevado no Cambirela.

— Eu garanto que daqui a 30, 40 anos, vou falar para os meus netinhos: outros fotógrafos também registraram, mas a foto do vovô do Cambirela coberto de neve foi a que teve maior repercussão do mundo — brinca.

Formado em Ciências Biológicas e mestre em Ecologia, o biólogo Marcos Eugênio Maes, do Instituto do Meio Ambiente (IMA), lembra que o Cambirela faz parte do maciço do Tabuleiro e destaca o potencial paisagístico do morro, um oásis da Mata Atlântica.  

— É impressionante, pois a gente está quase no nível do mar e subindo tem um visual único de partes do litoral, do interior e da serra. É incrível isso tudo estar diante dos nossos olhos — observa.

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Confira imagens do Morro do Cambirela

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