O empresário preso em São Paulo, suspeito de estuprar uma jovem após drogá-la em Florianópolis, continuará preso preventivamente. A decisão é da 4º Vara Criminal da comarca da capital catarinense após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24). 

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Segundo a Justiça, André Luis Galle Dal Pra deve ser transferido para Santa Catarina nas próximas horas. Outros detalhes do processo, no entanto, não foram divulgados já que o caso tramita em segredo de justiça. 

Dal Pra é acusado de, em 2019, ter drogado e estuprado uma jovem de 20 anos. O caso ocorreu em 2019, no Norte da Ilha. Na ocasião, segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ele teria colocado um comprimido de MDA em uma taça de vinho e servido à vítima, depois, a estuprou e divulgou imagens da prática sexual.

O empresário responde pelos crimes de estupro de vulnerável (já que a vítima estava dopada), além de registrar e compartilhar imagens do ato sexual sem o consentimento da mulher. 

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Porém, a prisão preventiva atendeu a um pedido do MPSC, que identificou que o acusado atuava para atrapalhar a investigação. Ele tentou aliciar uma testemunha do caso para alterar o depoimento dela, segundo o despacho obtido pelo Diário Catarinense.

Ao acatar pedido de prisão do MP, o juiz Rafael Brünning disse, ainda, que identificou boletins de ocorrência que relatam episódios de perseguição e ameaça do empresário à ex-esposa. Ele também teria ameaçado por meios virtuais, inclusive de morte, a babá das filhas do ex-casal e o atual namorado da ex-companheira.

O mandado foi expedido na quarta-feira da semana passada, mas só foi cumprido oito dias depois. O acusado foi detido pela Polícia Civil em um hotel em São Paulo nesta quinta-feira. 

Em nota, o advogado de Dal Pra, Osvaldo Duncke disse que não irá se manifestar sobre o caso, já que está em sigilo e negou as acusações.

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“A defesa recebeu com surpresa as notícias que foram veiculadas na imprensa, tendo em vista que o processo tramita em segredo de justiça. Informamos que, por respeito ao judiciário, apenas nos manifestaremos nos autos, mas que em breve ficará comprovado que os fatos narrados são inverídicos e que será demonstrada a inocência do acusado”, disse. 

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