É só falar em futebol e pronto. Natalino cutuca Denise, que retruca e sobe a voz. Ele fala em cima, ela se enche de razão. Por aí, dá para ter uma ideia de quanto o Figueirense do motorista e o Avaí da atendente de telemarketing mexem com a vida do casal.
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Pelo menos ali, no apartamento de dois quartos, os times já estão sob o mesmo teto há 14 anos.
Natalino, criado na Coloninha, vai logo dizendo que só pode ser conversa de maluco erguer uma arena única e tirar o Figueirense do Estreito.
– Não, não, meu Deus, mas não faz sentido. A torcida e a comunidade são uma coisa só – disse.
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Denise, de família azul e branco, provoca:
– Acho bom um estádio só. Poderiam deixar só a Ressacada que ficaria ótimo – diverte-se.
Obra em um lugar neutro
Num empurra-empurra do tipo “a louça suja é você quem lava”, eles só concordam em um ponto: se a ideia sair do papel, vai ter que ser em uma área
mais neutra, como o Norte da Ilha.
– E olhe lá. Figueirense é continente e pronto – retruca Natalino, que jogou na base do clube entr 1977 e 1983.
Enquanto os dirigentes não avançam, o duelo particular tem mais um capítulo: o filho Leonardo, 13, nasceu Alvinegro. Só que de uns anos para cá virou a casaca para o Avaí.
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