O brasileiro Kesley Vial, de 23 anos, morreu na última quarta-feira (24) sob custódia da agência de imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). A causa da morte está sendo avaliada. O jovem foi detido na cidade de El Paso, no Texas, por tentar entrar nos EUA sem documentação. As informações são do g1.

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O jovem é natural de São Paulo, mas residia com a avó em Camboriú há pelo menos 10 anos. Ele tentou entrar no país sem documentação e foi detido por agentes da patrulha de fronteira. Segundo o amigo, Mateus Henrique dos Santos Koch, com quem compartilhou a adolescência, ele desejava encontrar a mãe.

— Ele não via ela há mais de 15 anos. Eles praticamente iriam se conhecer de novo. Era um sonho dos dois — relata o amigo.

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A imigração americana diz que o jovem teria sido capturado em 22 de abril, porém admite que a data pode não ser exata. Após ser detido, o brasileiro foi transferido para a custódia da ICE em El Paso em 29 de abril para aguardar o seu procedimento de deportação. Ele foi levado para um centro de detenção em Torrance, no estado do Novo México, enquanto aguardava o andamento do processo.

No dia 17 de agosto, Kesley foi encontrado inconsciente no centro de detenção, e no dia 24 de agosto morreu em um hospital para o qual foi encaminhado.

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A Agência de Imigração dos Estados Unidos disse que notificou os órgãos apropriados a respeito da morte, incluindo o consulado brasileiro na cidade de Houston, no Texas, e que está “realizando uma revisão abrangente deste incidente”.

O órgão também disse que a autópsia vai determinar a causa da morte, mas que até o momento da publicação desta reportagem, ainda não confirmada.

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O amigo dele, em conversa com o g1, resumiu que a viagem seria primeiro para o México e de lá iria se encontrar com a mãe nos Estados Unidos, país de destino final.

—Ninguém sabe ao certo ainda [o que causou a morte]. Ele não teria feito algo contra si próprio, pois era muito alegre. É muito angustiante [a espera]” — diz o amigo.

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O amigo de Kesley completa ao g1 que o jovem era uma pessoa de fácil convivência, e que quando vivia com a avó no bairro Santa Regina, trabalhava em uma conveniência na cidade.

— Era muito trabalhador e muito educado. Era um cara [também] muito engraçado e, por mais que tudo desse errado, ele ria e tentava de novo —lamenta o amigo.

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A equipe do hospital já notificou todos os parentes próximos de Kesley e a agência afirmou que todos os imigrantes em suas unidades de detenção recebem assistência, além de destinar US$ 315 milhões de dólares por ano em serviços de saúde às pessoas sob sua custódia.

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