Após ser libertado, Geison Marlon de Oliveira Palhano, 21 anos, voltou a publicar na internet a foto que motivou sua prisão. Na quarta-feira ele foi preso por posse ilegal de armas após aparecer ostentando uma arma calibre 38.

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Dezesseis horas após ser libertado, o jovem republicou a imagem, desta vez como perfil do Facebook. Procurado pela reportagem do Sol Diário, ele contou os motivos que o levaram a fazer isso.

Geison disse que resolveu colocar a foto de perfil por estar revoltado com a atitude dos policiais que o prenderam.

Segundo Geison, os dois policiais fizeram fotos suas atrás das grades e distribuíram nas redes sociais em uma montagem junto à foto com a arma.

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– Eles fizeram a montagem para zoar comigo. Isso é errado.

Sobre a prisão, ele diz que deixou a imagem postada por apenas 30 minutos e que a arma era de um amigo.

– A arma era de um amigo meu, mas agora eu assumi e é minha. Já paguei tudo o que tinha que pagar – diz.

Sem advogado, ele ficou preso por oito horas no presídio da Canhanduba, em Itajaí.

– Os policiais fizeram uma batida perto da minha casa (no Monte Alegre) e, como eu não tenho nada a dever, nem me preocupei – afirma.

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O rapaz foi solto na tarde de quinta-feira, após o juiz da vara criminal de Camboriú, Leandro Rodolfo Paasch, ter lhe concedido liberdade provisória. O juiz considerou que o indiciado não tem condições financeiras de pagar a fiança, possui residência fixa e bons antecedentes.

O que diz a PM

Segundo o comandante Martinez, é impossível determinar se a montagem das fotos foi realmente feita pelos policiais militares.

– Na internet é assim, colocou na rede é difícil ter o domínio. Ainda mais hoje em dia todo mundo tem celular com câmera e acesso à internet. É difícil controlar essa questão de divulgação das imagens. Ele postou a foto armado primeiro, é fácil justificar um erro por outro – diz.

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Sobre Geison ter se declarado dono da arma a partir de agora, o comandante Martinez afirma que o rapaz não sabe do que está falando.

-Ele não tem noção das regras para se portar uma arma.

O comandante explica que é necessário comprovar uma série de requerimentos, além de não estar respondendo a processo judicial. Além disso, depende de autorização previa da Polícia Federal, tanto para comprar quanto para portar a arma.