A agressão contra uma jovem de 22 anos no Centro de Florianópolis é apurada pela Polícia Civil. Luana Caetano levou quatro pontos na cabeça após ser ferida com uma garrafa de vidro. Segundo ela, a agressão foi motivada por uma discussão com o vendedor. 

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O caso ocorreu na noite do último sábado (25) na esquina entre as ruas Nunes Machado e Victor Meirelles, na região do Centro Leste. Na data ocorria a Maratona Cultural e o Centro estava lotado. 

Luana diz que estava com a esposa e uma amiga próximo do carrinho do ambulante. O cabelo da jovem encostou na bebida do vendedor, o que o teria irritado. 

De forma grosseira, segundo Luana, o homem pediu que ela se afastasse. O que foi feito, após a jovem dizer ao vendedor que ele agia de forma grosseira. A confusão evoluiu quando o ambulante jogou bebida nos pés dela e depois em seu rosto. A corretora de imóveis revidou também o atingindo com líquido na face e na sequência foi atingida pela garrafa de vidro na cabeça. 

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A jovem e suas amigas procuraram ajuda das autoridades policiais e de socorro. Ela diz que encontrou agentes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal e pediu ajuda. Luana foi atendida e encaminhada para o Hospital Governador Celso Ramos. 

Após a agressão, a jovem está em repouso por recomendação médica. Luana tenta agora imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos para identificar o agressor. 

— É uma sensação de impotência. Eu não consigo me concentrar e estou afastada do trabalho essa semana. Tudo isso é muito absurdo —  disse Luana. 

A reportagem teve acesso ao Boletim de Ocorrência do caso. Nele está anexado que Luana voltou à delegacia para entregar uma foto do suspeito. 

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Inquérito ainda não foi instaurado

A Polícia Civil ainda não instaurou inquérito para apurar o caso. Em nota, a assessoria da PC informou que o delegado Felipe Odara, na 1ª Delegacia de Polícia de Florianópolis, aguarda o resultado de um exame de corpo de delito para definir se segue com o procedimento ou se será assinado um termo circunstanciado. A definição dependerá da gravidade da lesão de Luana. 

A reportagem tentou contato direto com o delegado Odara, mas até a publicação não conseguiu retorno.

Luana também relatou que quando procurou a Polícia Militar pedindo ajuda houve uma nova confusão, agora envolvendo a PM. Ela conta que a esposa foi reprimida com agressividade por um policial quando o tocou. 

O comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, que atende a região central da cidade, André Rodrigo Serafin disse que a PM atendeu a jovem e a levou até o socorro. 

Quanto à agressividade do policial, Serafin disse que no BO ela não relata a situação e que não teve conhecimento sobre esse fato. Já Luana afirma que vai procurar a Ouvidoria para relatar o caso. 

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