O Joinville recebeu mais de R$ 1 milhão com as vendas de Antony Alves e Chrystian Barletta e já sabe como usará esse valor. O JEC tem um regimento interno que qualquer dinheiro referente a venda de um atleta da base, precisa ser reinvestido no departamento de formação do clube.
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Antony Alves, de 22 anos, foi base e pertenceu ao Joinville até 2021, quando foi comprado pelo Arouca, da Portugal. Neste ano, o atacante se transferiu para o Portland Timbers, dos Estados Unidos, por 3,2 milhões de euros (R$ 16,9 milhões na cotação atual).
Desse valor, o Joinville recebeu 230 mil euros, ou R$ 1,225 milhões. Contudo, como o JEC está em processo de recuperação judicial, 30% de qualquer valor adquirido pelo clube é obrigatoriamente usado para o pagamento dos credores. Nesse caso, R$ 367 mil.
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Assim, o Tricolor recebeu cerca de R$ 857.500 da transferência de Antony.
Já a negociação de Chrystian Barletta é diferente.
Em junho, o ge publicou que o Joinville ainda estava esperando o dinheiro do Corinthians pela compra do atacante. Pouco mais de um mês após a publicação, o atacante de 22 anos foi anunciado pelo Ceará, que comprou 50% dos direitos econômicos do atleta por R$ 6,6 milhões.
O Joinville segue com o direito a 10% do valor da transferência. O Ceará paga ao São Bernardo e o clube paulista automaticamente precisa transferir a parte do JEC.
Até o momento, o São Bernardo pagou ao Joinville duas parcelas de R$ 110 mil (R$ 220 mil no total). Restam quatro parcelas de R$ 100 mil cada.
— Os pagamentos tem atrasos de dias, mas não chega a passar o mês — conta André Gusthavo Behnke, executivo financeiro do Joinville, ao ge.
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Devido aos 30% da recuperação judicial, destes R$ 220 mil, o Joinville ficou com R$ 154 mil.
No total, até o momento, o Joinville recebeu R$ 1,01 milhão com as vendas de Antony Alves e Chrystian Barletta.
*Os valores recebidos pelo Joinville foram publicados primeiramente pelo jornal O Município Joinville e confirmados pelo ge.
Uso do dinheiro
André Gusthavo Behnke explica ao ge como o Joinville separa esse valor arrecadado. Primeiro, os 30% para a recuperação judicial.
— Obrigatoriamente, de acordo com o plano de recuperação judicial, 30% é destinado ao pagamento das classes de credores. Hoje a classe vigente, que já está em andamento e encerramos esse mês com a quinta parcela paga, totalizam 187 credores. Esse valor dos 30%, tanto do Antony, quanto do Chrystian, são rateados entre eles devido ao crédito proporcional à recuperação judicial. Toda a verba que está vindo está sendo destinada a esses credores da recuperação judicial.
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O que sobra, o JEC tem outra “obrigatoriedade”, imposta pelo próprio clube.
— Partes dos valores vão ajudar nas despesas operacionais, quitar rescisões que ficaram em atraso e outra parte a gente está reinvestindo no nosso departamento de formação. Temos ainda a Copa Santa Catarina sub-21 em disputa, também vamos ter a Copa São Paulo de Futebol Júnior. A ideia é, sempre que vier dinheiro por aquisição de atleta, referente a formação de um atleta, a gente criou um regime interno que, obrigatoriamente, parte desse valor tem que ser destinado a reinvestimento nas categorias de base — completa André.
Veja fotos dos jogadores Antony Alves e Chrystian Barletta:
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