O Tribunal do Júri de Campo Erê, no Oeste catarinense, condenou os dois irmãos, de 34 e 40 anos, pela chacina que resultou na morte de quatro pessoas, além das tentativas de homicídio praticadas contra outras seis, em janeiro de 2023. Os crimes foram motivados por vingança, segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

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Cada um dos réus foi condenado a 240 anos de prisão em regime inicial fechado. Sobre os crimes aplicaram-se as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Eles também terão que pagar mais de R$ 600 mil em indenização, sendo R$ 100 mil aos familiares de cada vítima morta, 50 mil a cada uma das três vítimas que ficaram feridas e 20 mil a cada uma das três que não tiveram ferimentos.

A sessão de julgamento iniciou ainda na manhã de segunda-feira (13) e só foi concluída no início da noite de terça-feira (14) e contou com um forte esquema de segurança, segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina e o MPSC. Ao todo, nove testemunhas foram ouvidas, dentre elas as vítimas que sobreviveram, além dos dois réus.

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— Trabalhamos com dedicação para garantir que os responsáveis por esse ato bárbaro fossem responsabilizados, mostrando que o direito à vida é inegociável. Esperamos que este desfecho traga não apenas a sensação de justiça, mas também um alerta para que atrocidades como essa jamais se repitam — disse a promotora de Justiça Susane Ramos, que representou o MPSC junto com o promotor José da Silva Júnior.

Relembre o caso

Na noite de 21 de janeiro de 2023, por volta das 20h50min, um dos réus (de 34 anos), chegou armado com uma espingarda a um bar na Linha 12 de Novembro, no interior de Campo Erê, e abriu fogo contra algumas pessoas que estavam no local (mãe e filha). Depois ele teria se dirigido até uma residência que ficava nos fundos do estabelecimento e atirado contra mais vítimas.

Ao todo, quatro pessoas morreram e outras seis sobreviveram, mas algumas com ferimentos, incluindo uma criança. Entre os mortos estavam Emidia dos Santos, de 53 anos, Marinalva dos Santos, de 18, Carlos Delfino dos Santos e Ana Claudia Schultz, de 35 anos.

Todos eram parentes ou próximos do alvo-principal do atirador, sua cunhada, a quem ele e o irmão acusavam de ser culpada pela morte de outro irmão deles, que havia tirado a própria na tarde do mesmo dia. A mulher não estava no local quando o ataque aconteceu.

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Segundo o MPSC, o crime foi motivado por vingança e o irmão mais velho instigou o outro a cometê-lo.

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