Os chefes militares de Rússia e Irã, os principais aliados da Síria, afirmaram neste sábado (8) sua determinação de continuar sua luta contra os “terroristas” no país, depois do ataque aéreo dos Estados Unidos a uma base de Damasco.
Continua depois da publicidade
Em reação a um suposto ataque químico que deixou 87 mortos em Khan Sheikhun, na última terça, os Estados Unidos lançaram na sexta-feira (7) 59 mísseis de cruzeiro “Tomahawk” contra a base síria de Al-Shayrat.
Os chefes dos Exércitos russo e iraniano conversaram neste sábado sobre os ataques americanos e manifestaram seu desejo de continuar a luta contra os “terroristas” e seus apoios, informou a imprensa iraniana.
Ambos expressaram sua vontade de continuar sua cooperação militar em apoio ao presidente Bashar al-Assad, “até a derrota total dos terroristas e daqueles que os apoiam”.
Os generais Mohammad Bagheri e Valery Gerasimov “condenaram a operação americana contra uma base aérea síria”, classificando-a de “agressão contra um país independente”, indicou a agência oficial de notícias Irna.
Continua depois da publicidade
Os ataques americanos “buscam diminuir as vitórias do Exército sírio e seus aliados, e reforçar os grupos terroristas”, disseram, em um comunicado.
Já o presidente iraniano, Hassan Rohani, acusou o americano Donald Trump de ajudar os grupos “terroristas” na Síria.
“Este senhor que tomou o poder nos Estados Unidos dizia querer lutar contra o terrorismo, mas hoje, todos os grupos terroristas na Síria fizeram a festa, depois do ataque americano”, declarou Rohani, sem se referir diretamente a Trump.
Enquanto isso, a localidade de Khan Sheikhun voltou a ser alvo militar, e uma mulher morreu no bombardeio, relatou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que não especificou se o bombardeio foi realizado pela Força Aérea síria, ou pela Rússia.
Continua depois da publicidade
Em Urum al-Khoz, também na província de Idleb, um bombardeio matou 18 civis, entre eles cinco crianças.
burs-feb/nbz/an/tt