Está em produção um jogo que quer ser uma espécie de Grand Theft Auto brasileiro, mas mais focado em interpretação de personageme participação da comunidade, o Impunes. O game chamou a atenção aqui na redação por ter uma cidade catarinense como palco: Balneário Camboriú e a vizinha Camboriú.

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Fui atrás para saber mais detalhes sobre o jogo, que está em produção pelo estúdio 2nibble, que tem desenvolvedores espalhados pelo Brasil e alguns no exterior. Muita gente que está trabalhando no game já atuou na comunidade mod do próprio GTA.

O programador Valdir Júnior, conhecido como Junior_Djjr, conversou com o Pensando Sobre Games sobre a proposta, que ainda não tem data para chegar nas mãos dos jogadores.

“Nós acreditamos que outras cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, já são representadas demais na mídia nacional e internacional. Brasil é muito mais do que isto. Balneário Camboriú, juntamente com Camboriú, são cidades muito interessantes para um jogo de mundo aberto, pois se trata de um local de uma população rica, mas ainda com áreas pobres, rodeada por zonas rurais e muitos pontos turísticos. Ou seja, há tudo num só lugar”, disse o programador.

“Nossa ideia é desenvolver ambas as cidades como uma nova cidade fictícia, chamada ‘Canário’, onde nosso jogo tem todo um universo próprio, com lore própria, numa narrativa com referências às outras cidades da região, como Itajaí, Navegantes, Florianópolis, etc”, completou.

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Cena do jogo Impunes
Impunes vai se passar em uma cidade baseada em Balneário Camboriú

Basicamente, a ideia é que Impunes seja um jogo independente de mundo aberto inspirado em GTA. Mas há algumas diferenças.

Uma delas é que o mundo do crime não é necessariamente o foco do jogo. “Impunes é um roleplay [interpretação de personagem] onde o jogador tem a liberdade de escolha em atividades legais ou ilegais”, resumiu Júnior. 

A ideia dos desenvolvedores é “interpretar seu próprio personagem da maneira que você quiser, cometendo crimes ou sendo simplesmente um trabalhador honesto”.

Outro ponto é que o modo história poderá ter a participação da comunidade. “O maior problema em jogos indies, principalmente de baixo orçamento, é que é muito difícil, senão impossível criar um grande e envolvente modo história com cenas incríveis, etc. Nossa solução é focar na mecânica de um sistema modular para, tanto a gente quanto a comunidade, criar seus próprios modos história, missões, trabalhos e outras mecânicas para o jogo”, explicou o programador.

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Isso influencia outra característica do game: a de que o jogador poderá criar o próprio personagem. “Missões e trabalhos pelo mapa podem ou não estar disponíveis para diferentes personagens, seja sobre o nível atual de progressão ou escolhas de como seu personagem é. Por exemplo, alguma missão específica pode estar só disponível para personagem mulher, mas não homem. Velho, mas não jovem, etc”, elaborou Júnior.

Ele também falou sobre a progressão do personagem dentro do jogo. “Estamos planejando um sistema similar à ‘honra’ do Red Dead Redemption 2, em que quanto mais você realiza ações ilegais, você aumenta seu nível de ‘Impune’ e quanto mais realiza ações legais, honestas, etc, aumenta seu nível de ‘Idôneo’. Esta reputação abrirá cada vez mais portas para mais ações legais ou ilegais, e como na vida real, quanto mais criminoso você for, mais difícil será voltar”.

Com tantas ambições, resta aguardar a chegada de Impunes. O jogo é produzido inicialmente para PC e não há data de lançamento. Os desenvolvedores tentam arrecadar verba para o projeto através de financiamento colaborativo.

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