O promotor que está à frente do caso do assassinato da advogada Karize Fagundes Lemos (33 anos), morta em setembro de 2024, em Caçador, no Meio-Oeste catarinense, incluiu mais uma qualificadora à acusação do suspeito pelo crime. O integrante do Ministério Público de Santa Catarina, Caio Rothsahl Botelho, entendeu que o companheiro da vítima também empregou recurso que dificultou a defesa dela.

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Karize havia passado por um procedimento cirúrgico poucos dias antes de ser morta e ainda estava se recuperando. Segundo a acusação, ela estava, inclusive, com um cateter.

“Esses novos documentos anexados ao inquérito policial mostraram que a mulher estava sozinha em casa e com a saúde fragilizada no dia do crime, e por isso não pôde se defender, levando em conta o porte físico do réu”, explica o promotor.

O companheiro dela responde agora por homicídio quadruplamente qualificado, além da ocultação de cadáver. Já se somavam às qualificadoras o feminicídio (que até a data do crime ainda não era um crime autônomo), o motivo torpe e a asfixia.

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Após matar a advogada, o companheiro dela teria colocado o corpo no carro e o jogado em uma área de mata na cidade de Palmas, no Paraná. Os restos mortais de Karize só foram localizados 40 dias após a possível data do assassinato, no dia 8 de novembro de 2024.

“Na prática, a inclusão de uma nova qualificadora pode resultar no aumento da pena em caso de condenação”, comenta Botelho.

O suspeito foi preso ainda no dia 30 de setembro, em uma cidade paranaense, perto da fronteira com o Paraguai. Ele permanece preso preventivamente desde então e, atualmente, se encontra no Presídio Regional de Caçador. O processo corre em segredo de justiça.

“As investigações evidenciam um homicídio brutal, além da tentativa de apagar vestígios e ocultar a verdade. Estamos comprometidos em buscar a condenação do réu, pela vítima, por seus familiares e por toda a sociedade”, pontua o promotor.

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