O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o homem que matou a ex-companheira e o enteado, de nove anos, em Forquilhinha, no Sul do Estado. O crime foi registrado em 23 de janeiro, quando o autor ainda incendiou a casa onde morava. O agora réu é acusado de feminicídio, homicídio qualificado, furto e incêndio majorado.

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Conforme a denúncia apresentada na segunda-feira (3), o MPSC requer julgamento pelo Tribunal do Júri. Foi requerida também a fixação de valores para reparação dos danos causados pelos crimes, com sugestão de valor de R$ 200 mil como indenização à família das vítimas do feminicídio e homicídio, além de R$ 50 mil para o homem que teve as quitinetes destruídas pelo incêndio.

Assassinato e gritos por socorro

O crime ocorreu durante a madrugada do dia 23, no bairro Santa Ana. O acusado invadiu a casa da ex-companheira, Mayara Vitalli, de 31 anos, onde iniciou uma briga com ela.

Durante a discussão, ele desferiu 80 facadas na vítima, que tentou fugir e pedir socorro, mas não resistiu. O menino de nove anos tentou defender a mãe, mas foi atacado com 62 golpes de faca e também morreu no local.

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Vizinhos relataram ter escutado gritos de socorro vindos da casa, e em seguida, avistaram o homem agredindo as vítimas. No mesmo dia ele ainda ateou fogo em uma quitinete onde estava hospedado. Após cometer os crimes, o réu fugiu de bicicleta levando o celular da vítima. Horas após a ocorrência, ele se entregou para a polícia e foi preso.

Qualificadoras

Na denúncia o MPSC apontou as motivações dos crimes realizados pelo acusado.

“O feminicídio teria sido motivado pelo inconformismo do acusado com o término recente do relacionamento e foi caracterizado como violência doméstica, já que o crime ocorreu em um contexto de relação íntima e familiar. Além disso, a mulher foi morta na frente do filho, que acabou sendo assassinado em seguida “, diz o MPSC na denúncia.

O homicídio contra a criança foi agravado por ter sido contra um menor de 14 anos e por motivo torpe, por conta do menino ser atacado após tentar proteger a mãe. Ainda segundo o MPSC, ambos os crimes foram praticados com meio cruel, causando intenso sofrimento, devido ao elevado número de golpes de faca.

O réu ainda foi denunciado por furto, por ter levado o celular da vítima ao fugir do local, e por incêndio majorado, pelo incêndio causado à quitinete onde ele estava hospedado.

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