A partida desta quarta-feira contra o Atlético-PR, às 19h30, na Arena Condá, pode ser a despedida do técnico Guto Ferreira da Chapecoense. O Bahia estaria disposto a pagar R$ 300 mil para tirar o comandante do Verdão, segundo a imprensa baiana. Isso contando também com seus auxiliares, André Luiz e Alexandre Faganello. Na Chapecoense a direção não confirma valores mas estaria em R$ 160 mil para o trio, sendo R$ 120 mil para o técnico. O procurador do técnico, Adriano Sapadoto, confirmou que há uma negociação mas que não havia acerto até a tarde de segunda-feira.
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O interesse do Bahia veio à tona logo após a vitória da Chapecoense sobre o Vitória, domingo, no Barradão. Repórteres locais questionaram o técnico sobre o interesse do Bahia, que havia demitido o técnico Doriva. Guro Ferreira disse que não falaria sobre o caso.
Os jogadores da Chapecoense receberam com surpresa a notícia ainda no vestiário.
– A gente fica meio assim porque o nosso time está bem encaixado – disse um dos jogadores, que preferiu não se expor.
A Chapecoense é a sétima colocada no Campeonato Brasileiro, com 14 pontos.
O clima entre os atletas é de incerteza quanto ao futuro do treinador mas sem que isso afete o foco do jogo contra o Atlético-PR.
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No início da tarde desta segunda-feira a direção da Chapecoense fez uma reunião com o treinador, para esclarecer a situação. Guto Ferreira confirmou que seu procurador está em conversa com os baianos e que está avaliando a situação. Mas não quis comentar muito o assunto para não tirar o foco do jogo contra o Atlético-PR. Tanto que logo depois foi treinar os reservas no Centro de Treinamento da Água Amarela.
Questionado via rede social sobre a conversa com o Bahia, respondeu.
– Só falo sobre a Chapecoense – escreveu.
De acordo com o vice-presidente de futebol da Chapecoense, Mauro Stumpf, Guto Ferreira informou que só deixa a Chapecoense se a proposta for muito superior ao que ganha na Arena Condá.
Tanto que não teria nem cogitado aumento de salário em Chapecó, onde já teve um reajuste após a conquista do Campeonato Catarinense. Não há multa rescisória.
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O presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, demonstrou estar incomodado com o assédio do Bahia, afirmando que falta seriedade na relação entre os clubes.
O vice-presidente do clube, Mauro Stumpf, garantiu que o treinador vai comandar o time na quarta-feira. Mas acredita que a situação será definida até quinta-feira, para não atrapalhar a sequência no campeonato.