Assim que a bola rolar hoje, às 20h30min, em Palhoça, a Grande Florianópolis terá um confronto inédito. Guarani de Palhoça e Biguaçu se enfrentam pela primeira vez em jogos de futebol profissional. Quem vencer dará um passo importante para, quem sabe, enfrentar os primos ricos Avaí e Figueirense na elite Estadual, em 2013.

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O confronto pela Divisão Especial, a Segundona do Catarinense, não terá televisão nem minuto a minuto na internet. É provável que nem movimente grande público – a média dos dois times, somados, não chega a 250 torcedores por jogo. Mas a partida pode criar uma rivalidade entre duas equipes com azul no uniforme.

O Guarani, com mais de 80 anos e com um vice-campeonato catarinense no currículo, entra como favorito na disputa contra o caçula Biguaçu. Fundado no ano passado, o time montado por empresários paulistas conquistou a Divisão de Acesso, a Terceirona.

Comandado por Hudson Coutinho, que estreia como treinador no profissional, o Guarani conta com a vitória. O técnico conhece um pouco do adversário.

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– Já vi porque tem uns vídeos no Youtube. Mas na Segunda Divisão os times são bem parecidos. Os campos ruins, pequenos e o tipo de jogo não muda – analisa Hudson que já participou de alguns Avaí e Figueirense quando era preparador físico do Furacão.

Comandante do Biguaçu, o técnico Nei Silva sabe bem quais são os pontos fortes do adversário de hoje.

– Assisti dois jogos e é um time que toca bem a bola e tem um meia muito bom. O oleiro também é excelente. – comenta.

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O tradicional Guarani

Uma bola: nos treinos, o Guarani tem apenas uma bola nova. Enquanto não envelhece, ela está em todos os treinos de falta e escanteio.

Compartilhando: o Centro de Treinamento é o próprio Estádio Renato Silveira. O time divide o campo com as categorias de base.

R$ 60 mil: é a folha de pagamento do time, incluindo todos os gastos.

Média de público: 149 pagantes.

4º Lugar no Estadual: 11 pontos em 6 jogos (3 vitórias, 2 empates, 1 derrota). Se vencer, assume a ponta.

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O novato Biguaçu

Nenhum campo: o Biguaçu não tem local fixo de treino. O trabalho é no campo que o clube consegue emprestado em clubes e associações da Grande Florianópolis.

Pouco apoio: o time manda os jogos no Estádio do BAC, emprestado só para as partidas.

R$ 40 mil: é quanto o Biguaçu gasta por mês, com todas as suas despesas.

Média de público: 86 pagantes.

6º Lugar no Estadual: 8 pontos em 6 jogos (2 vitórias, 2 empates, 2 derrotas). Se vencer, entra no G-4.

Experiência em clássicos

O meia Gustavo já atuou pelo Avaí em seis jogos contra o Figueirense, e vai ter uma torcida extra por ser o único jogador de Biguaçu do Guarani.

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– Meus amigos vão vir para torcer para mim – diz.

Autor do gol da vitória sobre o Hercílio Luz, na última terça-feira, o camisa 8 do Bugre acredita que será um clássico de muita pegada.

– Vamos ter que conseguir a vitória para garantir a classificação e jogar as finais em casa.

O 10 que faz o time andar

Com passagens por Bahia, Santa Cruz e Santo André, Adílson é o capitão e camisa 10 do Biguaçu. Experiente em clássicos, ele sabe que é uma partida especial.

– É diferente. É a primeira vez que estou jogando em Santa Catarina. Pra nós, tudo é novidade. Estamos levando pelo lado positivo esse clássico regional – diz.

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Adílson já balançou a rede uma vez, na vitória por 4 a 3 sobre o Porto. Na bola parada, ele é o cara de confiança do técnico Nei Silva.