A condenação de cinco pessoas por uma série de furtos a caixas eletrônicos de Blumenau e região trouxe detalhes de como o grupo agia. Conforme o Ministério Público, eles usavam palito de picolé e suportes para fixar vidros para conseguir retirar os envelopes de depósitos de dentro dos equipamentos. Os cinco terão de pagar as penas em regime fechado por furtos qualificados e associação criminosa.

Continua depois da publicidade

Receba notícias de Blumenau e região no nosso canal do WhatsApp

O julgamento ocorreu na quinta-feira (12) em Brusque, mas os criminosos agiram também em outras cidades, como Blumenau, Gaspar, Guaramirim, Ilhota, Itajaí, Indaial e Rio do Sul. De acordo com a denúncia, o grupo veio de São Paulo em abril deste ano e aplicou técnicas engenhosas para retirar os envelopes dos caixas. Durante aquele mês, o prejuízo estipulado foi de R$ 60 mil.

A viagem foi feita exclusivamente para a prática. Para isso, eles se deslocaram em um veículo e alugaram imóveis por meio de plataformas digitais. Enquanto alguns membros executavam os furtos dentro das agências bancárias, outros monitoravam a área externa. Os dois grupos permaneciam em comunicação constante por meio de fones de ouvido para assegurar a vigilância e facilitar a fuga.

Os valores subtraídos eram divididos entre os integrantes ou depositados em contas de parentes para dificultar o rastreamento do dinheiro e dos cheques.

Continua depois da publicidade

As penas das condenações variam de nove a 36 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de multas proporcionais aos crimes cometidos. Por ter sido em primeira instância, a decisão é passível de recurso.

Leia mais

Famoso cirurgião plástico volta à prisão ao cometer crime em Itajaí