O grupo que promoveu uma chacina em Quilombo, no Oeste catarinense, foi condenado a quase 500 anos de prisão na sexta-feira (31). Segundo a denúncia, os cinco homens entraram em uma casa e mataram três pessoas, entre elas um adolescente. A motivação, segundo a sentença, foi uma rixa entre facções. 

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O júri ocorreu em Chapecó por questão de segurança. Havia temor de que na cidade de Quilombo houvesse algum tipo de problema já que a chacina gerou comoção entre os cerca de 10 mil moradores da cidade. 

O julgamento de dois dias ocorreu sob forte esquema policial de segurança. Foi empregado um helicóptero da Polícia Civil, 16 policiais em viaturas e outros nove em motocicletas fizeram a segurança na parte externa do fórum. Dentro, 27 policiais penais, 14 militares e quatro à paisana, membros do Núcleo Interno de Segurança do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e da Casa Militar. 

Os cinco réus foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima – por três vezes, organização criminosa, roubo e porte de arma de fogo de uso restrito.

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As penas somadas totalizam 480 anos, quatro meses e 11 dias de prisão, em regime fechado e sem direito de recorrer em liberdade. As condenações distintas compreendem 126 anos e nove meses; 120 anos e seis meses; 98 anos, oito meses e 28 dias; 68 anos, um mês e 25 dias; e 66 anos, dois meses e 18 dias. Todos receberam penas de multa em dinheiro.

Crime ocorreu há dois anos 

As vítimas foram mortas na madrugada de 30 de janeiro de 2021. A denúncia descreve que os cinco condenados invadiram uma casa no interior de Quilombo, na região conhecida como linha Paial. Na residência, além das três vítimas, outras pessoas também estavam. 

Os condenados teriam mandado todos deitarem no chão e se apresentado como membros de uma facção criminosa. 

Na sequência, dispararam diversas vezes contra dois homens e um adolescente que morreram no local. 

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Em seguida, eles abordaram uma mulher que estava na casa, e, com uso de violência e ameaça, levaram o celular dela. O crime foi motivado por rixa entre facções rivais às quais pertenciam os envolvidos.

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