Há quase 10 anos, nos Estados Unidos da América, uma publicação no Facebook de Dee Dee Blanchard foi o início de uma investigação de assassinato. Gypsy Rose, a filha doente da mulher, estava desaparecida e acreditava-se que havia sido sequestrada. Mas a verdade era outra, já que jovem nunca esteve doente e a mãe forjava diversas doenças e a deixava debilitada como uma forma de controle.
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Assim, a jovem arquitetou o assassinato da própria mãe em uma tentativa de fugir do cuidado abusivo, foi presa, condenada e cumpiu sua sentença. Agora, grávida pela primeira vez, Gypsy Rose, aos 33 anos, compartilha sobre estigmas familiares, cobranças nas redes sociais e o que a deixa triste durante essa fase.
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A vida pós-prisão
Durante oito anos, Gypsy Rose Blanchard ficou presa e, em setembro de 2023 ela consegue liberdade condicional e em dezembro do mesmo ano é liberada. Antes mesmo de ser liberada, a mulher casou-se com Ryan Scott Anderson, que conheceu por correspondência. Contúdo, após a liberdade, o casamento não seguiu por muito tempo.
Em meio ao processo do divórcio, Gypsy Rose aproximou-se de Ken Urker, um antigo amigo. O novo casal divoulgou em 9 de julho deste ano que estavam esperando um bebê. O fato de que Gypsy Rose está grávida, gerou uma grande movimentação nas redes sociais. Potencializada pelo fato de que a mulher tem como referência de maternidade uma mulher que forçava procedimentos médicos para fingir, perante amigos, vizinhos e o mundo, que Gypsy era doente.
Os medos de Gypsy Rose potencializados pela gravidez
Em uma participação no último epispodio do podcast “The Viall Files”, publicado nesta quarta-feira (16), Gypsy Rose comenta sobre as expectativas de sua gravidez e futura relação com sua filha. Além disso, a mulher fala sobre o “fantasma” da falta de avó materna: “É de partir o coração porque eu, de tempos em tempos, penso o que poderia ser diferente e isso me deixa triste. Mas, volto a colocar isso no fundo da minha mente”, completenta Gypsy.
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Durante a entrevista, a mulher reforçou que um dos pontos mais apontados nas redes sociais é o fato de que sua mãe nunca poderá ser uma avó para sua filha: “Todo mundo me pergunta: ‘O que você vai dizer para sua filha quando ela perceber que a avó nunca está por perto?’ Minha resposta é que Kristy [sogra de Gypsy] tem se tornado uma mãe para mim mais do que minha própria mãe foi. Kristy vai ser a avó”, explica a mulher.
Outro ponto que Gypsy Rose reforçou durante o podcast foi o fato de que ela é julgada pelos próprios traumas que passou com sua mãe e é atribuída com estigmas sobre sua própria capacidade de ser uma mãe para sua filha não-nascida: “As pessoas realmente têm esse estigma de que pais de primeira viagem que tenham vindo de uma vida de trauma vão, sabe, ‘continuar o mesmo ciclo com sua criança'”.
Sobre esse estiga, Gypsy Rose foi enfática: “Eu posso não ser uma mãe perfeita, ninguém é. Mas eu vou dar o meu melhor para tomar decisões sábias com minha criança e ter o apoio necessário para isso”, finaliza.
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