Uma operação policial deflagrada nesta sexta-feira (2) cumpriu cinco mandados de busca e apreensão contra uma quadrilha que sabotava uma rede de fibra óptica que atravessa Santa Catarina, para tentar cortar a internet fornecida no Estado. O grupo era formado por funcionários insatisfeitos com a empresa que prestava serviços de manutenção na rede.
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A Polícia Civil descobriu cinco suspeitos de integrarem o grupo até aqui, que devem responder pelos crimes de dano qualificado e de associação criminosa. Insatisfeitos com as condições de trabalho, como salários e escala de serviço, eles passaram a fazer em 15 de julho rompimentos na rede “backbone”, uma malha central que interliga a internet de todos os Estados do país, para sabotar a empresa.
— Quando ocorre o rompimento dela, existe a interrupção da passagem de internet. E foi isso o que aconteceu. Foram feitos vários ataques a essa rede. Consequentemente, as cidades ficavam sem acesso a internet — afirmou o delegado Pedro Mendes, à frente da operação policial, à NSC TV.
Ele afirmou terem sido identificados ao menos 11 ataques no período de um mês, nas cidades de Laguna, Florianópolis, Palhoça, Biguaçu, Rancho Queimado, Rio do Sul, Itajaí e Jaraguá do Sul.
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— Vou dar um exemplo: se o rompimento fosse feito em Balneário Camboriú, de lá para baixo, as cidades ficariam sem internet. Então, quando ocorriam esses ataques, as empresas corriam para reestabelecer. É uma rede central e que liga Estados, então, se corta em Santa Catarina, o Rio Grande do Sul fica sem internet.
A Polícia Civil espera agora identificar eventuais novos suspeitos após ter apreendido celulares e computadores ao longo das buscas, que tiveram mandados cumpridos em Palhoça, Biguacu, Brusque e Forquilhinha.
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