O Furacão Catarina passou pelo Sul catarinense entre 27 e 28 de março de 2004, deixando por onde passava um rastro de destruição. Foram 11 mortos em decorrência dos ventos e das chuvas, mais de 30 mil pessoas desabrigadas e desalojadas.
Continua depois da publicidade
Siga as notícias do NSC Total pelo Google Notícias
Ao todo, 14 municípios decretaram calamidade pública e outros sete declararam situação de emergência, graças aos ventos que alcançaram 180 quilômetros por hora, o que coloca o Catarina na categoria 2 da escala Saffir-Simpson, que mede a intensidade destes fenômenos.
Nas fotos da época, é possível ver a destruição causada pelo vento e o drama de famílias cujas residências foram afetadas.
Leia todas as reportagens sobre os 20 anos do Furacão Catarina
Continua depois da publicidade
Memória
A passagem do Catarina deixou um legado para o Estado: do ponto de vista da Defesa Civil, fez com que Santa Catarina investisse em mais equipamentos e profissionais 24 horas atentos para possíveis novos fenômenos.
— Nós não tínhamos em Santa Catarina instrumentação suficiente para identificar e categorizar o fenômeno — afirma o secretário de Defesa Civil do Estado, coronel Fabiano de Souza. — Hoje, se um novo Furacão Catarina acontecesse, nós teríamos plenas condições, e a estrutura existente no Estado, de fazer a previsão desse tipo de fenômeno.
Mas o Catarina é ainda mais forte na memória de quem viveu na pele o que foi aquela noite. Chales Sousa, que casou no dia que o Furacão passou, ainda lembra o zunido do vento e véu da noiva voando.
Maicon Teixeira precisou se abrigar num carro com os amigos, no meio da BR-101, para se proteger do vento. Eles estavam entre Passo de Torres, em Santa Catarina, e Torres, no Rio Grande do Sul.
Continua depois da publicidade
— Era uma angústia — descreve Maicon.
Veja as fotos
Leia também
Especial: Por que SC lida com tantos tornados e ciclones?
Veja por que a tempestade tropical “Akará” é rara e outros ciclones que já passaram por SC