O cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS), que atingiu seu ponto mais próximo do Sol na sexta-feira (27) e recebeu o apelido de “Cometa do Século”, pôde ser avistado em diferentes cidades catarinenses na madrugada deste sábado (28).
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Fotografias feitas em Florianópolis, Biguaçu e Chapecó mostram o astro. Na manhã deste sábado (28), por volta de 5h, o cometa foi discernível a olho nu na capital do Estado, inclusive, sua cauda. Quem olhou para a direção Leste, onde o Sol nasce, teve o privilégio. O ocorrido foi no momento do chamado periélio, ponto mais próximo do Astro-Rei. Cometas são grandes objetos de poeira e gelo que orbitam o Sol.
— Um simples binóculo de 10 vezes de aumento já permitia uma fácil visualização — contou Alexandre Amorim, de Florianópolis, astrônomo amador autodidata desde 1989.

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Amorim tem como principal atividade a observação astronômica visual. No período de 2007 a 2009, ele atuou como Coordenador Regional-Sul do Comitê Nacional dos Astrônomos Amadores para as atividades do Ano Internacional da Astronomia (IYA2009).
Desde 2009, Amorim desenvolve trabalhos no Núcleo de Estudo e Observação Astronômica “José Brazilício de Souza”, editando o Boletim Observe!, informativo desta mesma associação. É autor dos livros “O Astrônomo Brazilício” (2012) e “Anuário Astronômico Catarinense” (edições de 2015 a 2024).
Seis estudiosos brasileiros de olho no cometa
O estudioso explica que, no Brasil, esse cometa é registrado desde janeiro por seis observadores. Amorim é um desses. Na segunda quinzena de setembro, o cometa passou a ser melhor observado visualmente, conforme o pesquisador. A possibilidade de avistar o cometa, porém, depende das condições de visibilidade e o clima é fator determinante.
— Além disso, o cometa se situará quase na direção do Sol — observa Amorim.
Ponto bom para observação em Florianópolis
Se você perdeu a oportunidade, não se desespere: deste domingo (29) até a próxima sexta-feira (4), ainda será possível ver o cometa. Quem estiver em Florianópolis, pode buscar a região das praias do Leste da Ilha, como o Morro das Pedras.
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— De preferência, entre 4h45min e 5h15min, pois a chegada da aurora tende a tornar menos visível por causa da claridade — explica Amorim.
Amorim convida os interessados a conhecer um pouco mais sobre o cometa em um site especializado. O pesquisador faz uma observação acerca do apelido “Cometa do Século”:
— O termo “Cometa do Século” não é usado pela comunidade dos observadores astronômicos, pois sugere sensacionalismo e pode levar a pessoa a se decepcionar (termos de dimensão e capacidade de visualização) com o aspecto do cometa — explicou.
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