O Conselho Deliberativo do Figueirense aprovou a mudança do modelo associativo para Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e criou uma comissão de análise da SAF para discutir as melhores oportunidades no novo modelo de negócio no clube.
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A possibilidade de transformar o Alvinegro em empresa, emitir títulos e lançar ações na bolsa de valores virou lei no mês de agosto e foi implementada no Furacão, com objetivo de capitalização de recursos e financiamento próprio.
A comissão que analisa o novo modelo de negócio do Figueirense é formada pelo presidente do conselho, Francisco de Assis, e os conselheiros Alfeu Losso, Gilberto Moritz, Luiz Fernando Carriço e Nikolas Bottós, advogado que deu entrevista ao Debate Diário nesta quinta-feira (23) (ouça abaixo).
— A comissão tem função bem clara de acompanhamento. O poder de gestão é da diretoria. O que vai sair da comissão é um estudo para definição dessas questões mais principais, que precisam ter decisões de assembleia geral, não só de conselho, como quantas e quais cotas serão vendidas, se o patrimônio entra ou não entra na SAF e sobre a marca. Vamos levar essas questões para um colégio eleitoral de quatro mil pessoas. A gente precisa estipular as propostas e colocar em votação — falou.
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O torcedor do Figueirense tem na memória da história recente a parceria entre o Furacão com a Elephant, empresa que entrou em agosto de 2017 para gerir o clube e teve a rescisão contratual no final de 2019 após má gestão que chegou a culminar em um W.O na Série B do Brasileiro daquele ano.
Agora, com modelo diferente como Sociedade Anônima do Futebol, o clube estará à venda no mercado.
— O processo da Elephant foi traumático para nós. A gente precisa aprender com os erros. O principal deles foi a pressa. Toda negociação feita na pressa vai gerar erros. No caso da Elephant, era uma parceria, tinha um prazo, e que não teve a devida fiscalização. A SAF é uma venda. Se o investidor fizer uma má gestão, não tem possibilidade de retomar o controle do clube. O Figueirense, com parte acionária, tem seus direitos como acionista — disse.
O Figueirense precisa passar por uma análise de mercado. Temos alguma ideia. Na última avaliação de marca, foi algo em torno de R$ 45 e 70 milhões. Varia um pouco pelos ativos diretos, patrimônio, para ver se entra ou não na SAF. Tudo tem prós e contras. Tem que ser analisado com cautela.”
Com a mudança para SAF, o clube, no momento passa a ser uma empresa 100% do Figueirense até que os interessados queiram comprar a parte que será colocada à venda.
— A SAF, agora, é 100% do Figueirense, o que não muda nada. Sobre prazo, não há um tempo específico. Ainda não há ninguém que tenha se apresentado ao conselho querendo comprar o time. Se tiver, ele vai se reunir para analisar.
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Ouça o Debate Diário desta quinta-feira (23)
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