Manifestantes contrários à demolição do antigo Estaleiro Arataca penduraram, no sábado (11), uma faixa de protesto na fachada do local que está em ruínas. O prédio fica abaixo da Ponte Hercílio Luz, na cabeceira insular, em Florianópolis. No mês passado, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recomendou a demolição da estrutura que está abandonada há pelo menos 10 anos.
Continua depois da publicidade
Entre na comunidade exclusiva de colunistas do NSC Total
“O Estaleiro Arataca não é apenas uma ruína, mas a memória para a preservação da nossa cidade”, são os dizeres presentes na faixa. Estudantes e professores do curso de arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) fazem parte do grupo que defende a manutenção e revitalização da estrutura.
Repercussão nacional
Outras instituições de ensino já publicaram estudos e artigos que debatem o Estaleiro Arataca, prédio construído em 1907 por Carl Hoepcke, que desenvolveu uma indústria voltada para embarcações em Florianópolis. Embora tenha sua importância histórica, o empreendimento é de propriedade privada.
Um artigo publicado pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP), do campus de Votuporanga, detalha o estado das ruínas e faz uma série de recomendações para a elaboração de um plano de manutenção e conservação da estrutura “sem que suas ruínas históricas fossem destruídas”. O diagnóstico foi realizado pela professora Mara Regina Pagliuso Rodrigues, que desenvolveu seu doutorado em Engenharia do Conhecimento pela UFSC.
Continua depois da publicidade

Já o artigo “A ruína como resistência em Florianópolis”, publicado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), destaca que a capital “vem sendo construída pelo mercado imobiliário” e que é preciso “combater a deterioração do centro”. O documento reforça a necessidade de se manter a estrutura e faz uma crítica ao fato do prédio permanecer por tantos anos abandonado.
“Muito frequentemente, manter o edifício em estado de ruína também pode ser benéfico para sua futura demolição, como é o caso do conjunto arquitetônico da Rua Frei Caneca. Hoje, plantas tomam conta do que antes eram as estruturas do telhado e apenas algumas paredes ainda se mantêm de pé”, diz o artigo assinado pelos arquitetos Djonathan Freitas e Evandro Fiorin.
Leia também
Carros mais “beberrões” de 2024 têm média de até 4 quilômetros por litro; veja ranking
Por que os carros SUVs tomaram conta das vendas em SC; veja modelos mais vendidos