O ex-deputado Daniel Silveira foi preso nesta terça-feira (24), em Petrópolis, no Rio de Janeiro. A prisão, feita pela Polícia Federal (PF), ocorre quatro dias após ter prisão condicional concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2022, ele foi condenado pelo Supremo por instigar atos antidemocráticos e violência contra ministros e instituições. As informações são do g1.
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Silveira foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão, além do pagamento de multa de R$ 212 mil, perda do mandato e suspensão dos direitos políticos.
Quem é Daniel Silveira, ex-deputado federal preso no RJ quatro dias após liberdade condicional
Preso em 2023, a defesa do ex-deputado entrou com um pedido de liberdade para o cliente, alegando que o mesmo já havia cumprido um terço da pena. Após manifestação da Procuradoria-geral da República (PGR), Moraes decidiu conceder liberdade condicional no último dia 20.
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Pagamento de R$ 4 bilhões em emendas parlamentares é suspenso e vira investigação da PF
Entre as condições para a soltura, estava usar tornozeleira eletrônica, proibição de usar as redes sociais e manter contato com os investigados da suposta tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com informações do g1, o ex-deputado descumpriu critérios e, por isso, teve nova prisão determinada por Moraes e cumprida pela PF. A decisão, porém, está sob sigilo. Ainda conforme a GlobloNews, Silveira foi encontrado e preso em Petrópolis (RJ) e deve seguir para Bangu 8, presídio do Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro.
Relembre o caso de Silveira
Daniel Silveira virou réu em abril de 2021, no âmbito do inquérito sobre atos antidemocráticos. Em fevereiro do mesmo ano, ele foi preso por ter publicado um vídeo no qual defende o AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar, e pregado a destituição de ministros do STF, ambos os atos inconstitucionais.
Ao longo do processo, Silveira teve decretadas outra prisão e medidas restritivas por descumprir ordens como a de uso de tornozeleira eletrônica e de não se comunicar com outros investigados. O ex-deputado chegou a atacar o Supremo em novos eventos.
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O ex-deputado foi condenado pelo Supremo em 2022 a 8 anos e 9 meses de prisão. Ele também foi condenado à perda do mandato, à suspensão dos direitos políticos e ao pagamento de multa de R$ 212 mil.
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