O Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, “tremeu” com as palmas e os gritos da plateia ao ouvir o nome de Guilherme Becker de Araújo Santos, de 21 anos, como o primeiro lugar geral do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC. O pai de uma colega do rapaz não se conteve de alegria e pulou da cadeira, assim como outras pessoas que estiveram presentes para prestigiar o jovem, que obteve 87,79 de média na prova e, agora, vai cursar Medicina.

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O jovem subiu ao palco para receber a homenagem com um sorriso de orelha a orelha. Ele denomina a sensação de ser o primeiro lugar geral como “indescritível”, já que a UFSC sempre esteve entre suas primeiras opções para curso superior.

Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, essa foi a segunda vez que Guilherme prestou o vestibular em Florianópolis. Depois da primeira frustração, a vitória, “fechando com chave de ouro” a trajetória.

— É uma das melhores universidades do Brasil, com um vestibular extremamente concorrido, com uma prova muito bem feita, com questões capazes de avaliar bem o candidato. Fico muito feliz de ter conseguido me destacar — vibra.

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“Estudante profissional”

Guilherme conta que passava a maior parte do tempo estudando, visto que sabia a concorrência que o curso de Medicina possuía. No Campus de Florianópolis, cada vaga é disputada por 67 pessoas. Para vencer os outros candidatos, o jovem estudava, em média, 13 horas por dia.

— Eu era meio que um estudante profissional, passava o dia inteiro na função de estudo. Então era acordar, estudar, almoçar, estudar, jantar, estudar, com pouquíssimo tempo para fazer outras coisas. O estudo era o que baseava minha rotina — conta.

No total, eram 80 horas por semana estudando em busca de um sonho que começou pela vontade de ajudar outras pessoas. Ele diz que, ao pensar em um curso, levou em consideração a quantidade de pessoas que ele poderia auxiliar de alguma forma.

— Medicina veio como uma escolha meio óbvia. Mas não era um sonho desde sempre. Eu terminei o ensino médio em 2021, não sabia muito o que fazer. Depois, tirei um ano para trabalhar em outros lugares, e decidi mesmo só do meio para o fim do ano passado — conta.

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Ensino médio conturbado

Os últimos anos de escola de Guilherme foram durante a pandemia da Covid-19, com os estudos de forma on-line. Ele diz que não se dedicou o suficiente na época, com outros focos.

— Meu ensino médio foi bem complicado, tive um pouco de dificuldade — lembra.

Nova vida

Com a aprovação, Guilherme terá que se mudar de Porto Alegre, sua cidade natal, para Florianópolis, em breve. Por isso, sua família não esteve presente no momento da homenagem, mas pais de colegas e amigos próximos estiveram no local para vibrar com o jovem.

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