Uma das coisas boas da vida é poder praticar atividade física ao ar livre. Porém, nas últimas semanas as sensações durante e depois de um exercício na rua não têm sido das melhores.
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Isso vai muito por conta da poluição, a fumaça das queimadas e a péssima qualidade do ar que estamos respirando. Mas o quanto isso realmente está afetando quem faz esporte ao ar livre?
De acordo com o doutor Paulo Puccinelli, a atividade física aumenta a demanda por oxigênio, para isso, aumentamos a frequência e volume respiratórios. E inalar um ar de má qualidade pode gerar problemas respiratórios, como irritação das vias aéreas, tosse, falta de ar e agravar condições como asma e bronquite. Também inflamação e estresse oxidativo. Além da diminuição da capacidade pulmonar por redução da eficiência nas trocas gasosas.
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As últimas semanas também foram de dúvidas quanto a interferência no rendimento esportivo ou até mesmo o quanto é prejudicial à saúde. O doutor Paulo Puccinelli, médico do esporte, PhD em Fisiologia do Exercício e triatleta amador, conversou com a gente para explicar.
Por que temos a sensação maior de cansaço na prática do exercício ao ar livre com a má qualidade do ar?
A poluição do ar prejudica a eficiência com que o corpo absorve e utiliza o oxigênio, aumentando o esforço necessário para manter o desempenho durante o exercício por aumento da frequência cardíaca e a frequência respiratória, aumento da sensação de fadiga, inflamação exacerbada e maior risco de desidratação.
Essa fumaça no ar pode interferir no rendimento do atleta?
Sim, a fumaça no ar pode interferir significativamente no rendimento esportivo. A poluição atrapalha a entrada de oxigênio e a saída de gás carbônico no sangue. E a inflamação das vias aéreas, que levam ao estreitamento e a diminuição do espaço para passagem de ar, gerando uma diminuição do fluxo e volume pulmonar. O desempenho esportivo fica comprometido por influência na intensidade do exercício, surgimento de fadiga precoce e diminuição da capacidade de recuperação muscular.
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Como prevenir os efeitos ruins da má qualidade do ar?
Apenas se exercitar ao ar livre quando os níveis de poluição do ar estiverem seguros à saúde, dar preferência para treinos matutinos (antes das 8h da manhã) quando há menor risco de poluição, evitar locais de trânsito intenso e regiões industriais, reduzir a intensidade do exercício em condições ruins de qualidade do ar, dar preferência a treinos em ambientes internos quando a qualidade do ar não for segura. Os piores horários são nos momentos de pico de trânsito (7h-10h e 16h-19h).
Quanto a hidratação e reposição de eletrólitos pode ajudar nesse momento?
Em um ambiente de altos índices de poluição do ar, há uma exigência e perda ainda maior de água e eletrólitos pelas vias áreas. A boa hidratação com regulação eletrolítica mantém as mucosas das vias respiratórias úmidas, o que facilita a filtração de partículas poluentes. Isso reduz a irritação nas vias aéreas e melhora a respiração.
Manter-se bem hidratado e com boa reposição dos sais minerais ajuda a diluir as toxinas e poluentes que entram no corpo através da respiração. A água também auxilia na eliminação de substâncias tóxicas por meio do suor e da urina, acelerando a depuração dos poluentes.
A desidratação pode reduzir a eficiência dos pulmões, dificultando a troca gasosa (absorção de oxigênio e eliminação de dióxido de carbono). Repor líquidos e eletrólitos melhora essa troca, ajudando a otimizar a oxigenação muscular.
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