A aglomeração de centenas de caranguejos, nomeados popularmente de “chama-marés”, chamou a atenção de uma moradora que se deparou com a cena na Praia do Capri, em São Francisco do Sul. A gravação feita por Camilli Mariano mostra diversos animais se movimentando na areia (veja abaixo).
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Caranguejos foram vistos juntos em praia de São Francisco do Sul
O registro foi feito no início de janeiro deste ano, na praia conhecida por ter águas calmas e não ser tão movimentada. A moradora, que estava no local por conta de um pequeno molusco, afirma que se surpreendeu quando encontrou os caranguejos na praia.
— Fui para pegar berbigão, mas quando eu cheguei na praia, vi essa quantidade imensa e perdi meu foco, fiquei apenas gravando e observando. Foi uma experiência incrível, nunca tinha visto tantos em um lugar só — conta Camilli.
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Na gravação, é possível visualizar que os animais caminham em diversas direções pela areia da praia. A moradora também conta que precisou tomar cuidado para não pisar em nenhum.
— Eram tantos que não tinha como correr na areia, precisava andar bem devagar até chegar na água do mar. Precisei caminhar devagar para conseguir gravar e não pisar neles — disse.
Veja o vídeo dos caranguejos na Praia do Capri
O que explica a aglomeração dos caranguejos
Apesar de ter sido uma experiência única para Camilli, a cena costuma ser comum na região, conforme explica Luciano Lorenzi, professor de Ciências Biológicas e do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Meio Ambiente da Univille.
— São caranguejos do gênero Uca, conhecidos como chama-maré por conta da garra maior. Os aglomerados são comuns e no verão eles se acentuam por conta da temperatura. A população cresce no número de indivíduos porque é o momento do ano em que o alimento está mais abundante, o que contribui para aumentar o tamanho da população — explica Lorenzi.
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O motivo dos animais estarem juntos é por conta do momento de reprodução, segundo o professor Cláudio Tureck, do curso de Biologia Marinha da Univille.
— A aglomeração acontece quando muitos machos se reúnem. Com o movimento daquela garra, fazem o cortejo para atrair as fêmeas, realizando movimentos de abano. Os machos organizam-se em arenas de exibição, conhecidas como leks, de modo que a aglomeração de muitos machos abanando tem maior poder de atrair fêmeas — disse Tureck.
Os profissionais ressaltam que, apesar de ser uma cena curiosa, é preciso atenção para não pisotear os animais, fundamentais no ecossistema da região como comedores de restos de plantas e alimento para aves e peixes.
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