Um morador de Joinville foi alvo de um dos 16 mandados de busca e apreensão cumpridos durante a Operação Falso Profeta na quinta-feira (30). O homem desempenhava o papel de “influencer” dentro da organização criminosa. A Polícia Civil detalhou ao NSC Total como agia o investigado.
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A investigação aponta que os suspeitos se organizam de forma estruturada e organizada, seguindo uma hierarquia e dividindo tarefas. No caso do morador de Joinville, a Polícia Civil explica que ele não exerce a profissão de influenciador digital. Ele executava a função de “influenciador” no grupo.
A tarefa de “influencer” no grupo consiste em vender os falsos investimentos para as vítimas e, também, fazer a mediação para que as mesmas aguardassem os supostos pagamentos, garantindo que elas não fizessem denúncias sob a promessa de que o dinheiro seria depositado.
Conforme a Polícia Civil, o morador de Joinville agia especificamente em canais do Telegram. Por lá, enviava áudios engajando a participação de pessoas de todo o Brasil e vendendo os aportes do grupo.
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Investigado por participar da ação, ele teve materiais eletrônicos apreendidos na quinta-feira (30) em uma casa da zona Sul. Ainda de acordo com a Polícia Civil, está impedido de interagir em qualquer rede social, inclusive WhatsApp e Telegram. O homem não estava em casa no momento em que o mandado foi cumprido.
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O suspeito e os demais alvos da operação também estão impedidos de postarem por meio de rede privada virtual (VPN) qualquer material que cite aportes, operações e ajuda humanitária.
Segundo a investigação, os suspeitos se aproveitavam da fé alheia, da crença religiosa e de uma teoria conspiratória apelidada de “Nesara Gesara” para convencer as vítimas, em sua grande maioria evangélicas, a investirem suas economias nas falsas operações financeiras ou falsos projetos de ações humanitárias. Eles prometiam em troca um retorno financeiro imediato e rentabilidade estratosférica. Ainda, usavam como argumento o discurso de que as vítimas são pessoas escolhidas por Deus para receber a “benção”.
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Entre os valores prometidos de retorno está “um octilhão de reais” para vítimas que depositassem R$ 25. Outra possibilidade era “investir” R$ 2 mil para ganhar “350 bilhões de centilhões de euros”.
De acordo com a investigação, iniciada há mais de dois anos, o grupo é composto por cerca de 200 integrantes, um deles seria o morador de Joinville, que ainda está sendo investigado por participação no esquema.
A operação realizada na quinta-feira (30) teve mandados de busca e apreensão cumpridos no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Os alvos poderão responder, a depender de sua participação no esquema, pelo cometimento dos delitos de estelionato, falsificação de documentos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ninguém foi preso.
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