O boxe é um dos esportes mais antigos do mundo, tanto que a estreia olímpica foi há 120 anos. Por isso, é comum que a modalidade seja uma das que despertem mais dúvidas sobre seu funcionamento. Principalmente porque as regras do boxe olímpico são distintas do boxe profissional, famoso por suas grandes lutas e imensos boxeadores. Confira a seguir as regras do boxe olímpico, saiba mais sobre ele e entenda o por que ele é diferente.

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Para começar, é importante saber que a primeira vez que o boxe esteve em uma Olimpíada foi em 1904, na edição de St. Louis. Já a estreia feminina demorou para acontecer, sendo apenas em 2012, nos jogos de Londres. Entre os países com mais medalhas está Cuba e Estados Unidos. E na modalidade para mulheres, até então, Irlanda e Estados Unidos são referências.

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Confira nas imagens mais sobre as regras do boxe olímpico

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Qual é a origem do boxe?

A orige do boxe como esporte pode ser datada até mesmo antes de Cristo, conforme registros históricos. Estima-se que a evidência mais antiga do boxe é de 3 mil anos a.C, porém, a criação do esporte é datada do Século XVI.

Na primeiras disputas, o boxe era praticado sem luvas e diferente do atual. Inclusive, a violência e a brutalidade da prática chocovam e dificultavam a aceitação da modalidade. Em 1867, John Chambers cria as regras de Marquês de Queensberry – embora não tivesse esse título – que são consideradas a origem das regras do boxe.

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O nome das regras são uma referência ao amigo do criador, o verdadeiro Marquês. O objetivo de usar o nome do lorde foi por motivos “publicitários”, ou seja, para que despertasse mais curiosidade de todos. Entre as primeiras regras do boxe estão a obrigatoriedade de um ringue, de luvas e até o impedimento de golpes quando um dos lutadores está de joelhos.

Entenda as regras do boxe

O boxe é uma forma de combate em que um atleta tenta acertar socos na cabeça ou no corpo, tentando fazer com que o adversário não siga na luta. É importante reforçar que o boxe permite apenas golpes acima da linha da cintura. E como desde as primeiras regras publicadas, o boxe precisa ser disputado em um ringue. O espaço é, geralmente, quadrado, e possui cordas em todos os lados para impedir a queda do lutador no solo.

O boxeador pode vencer por nocaute, melhor pontuação ou até desistência do oponente. Quando um dos adversários, por exemplo, cai após um golpe é feita uma contagem regressiva de 10 segundos. Se não levantar, o outro atlete vence por nocaute.

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Outra forma de nocaute pode ser quando o juiz perceber que o golpe foi muito forte e o atleta segue em pé. Então, são oito segundos para a reação. Caso ambos os atletas terminem os tempos aptos para seguir na luta, os juízes podem dar notas para eles. São sempre uma nota 10 e a outra 8 ou 9.

A luta de boxe nas Olimpíadas dura 4 rounds de 3 minutos. Os lutadores possuem intervalos entre os rounds, e podem usar protetor de cabeça e protetor bucal. Até os jogos do Rio em 2016 ambos os gêneros usavam o protetor de cabeça, mas agora apenas o boxo feminino possui a obrigatoriedade.

Por que o boxe olímpico é diferente?

Muitas pessoas notam as diferenças entre o boxe nas Olimpíadas e o boxe profissional executado por milhares de lutadores pelo mundo. Mas, por que o boxe olímpico é diferente? As respostas dessa pergunta incluem o tempo e a forma de combate, mas fazem com que a disputa permaneça fiel ao objetivo do esporte.

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A primeira diferença do boxe olímpico é o tempo de combate. As lutas são divididas em três tempos de três minutos nas Olimpíadas, enquanto que no boxe profissional podem ser realizadas em até 12 rounds no masculino e 10 rounds de dois minutos.

O número de juízes também é diferente já que no boxe profissional são apenas três juízes. Nos jogos olímpicos, atualmente, são cinco árbitros.

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