A Polícia Civil de Lages investiga um enfermeiro do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, que teria assediado uma paciente durante a aplicação de um medicamento. A vítima é uma outra funcionária do hospital, que teria procurado atendimento devido a fortes dores de cabeça. Um inquérito policial foi instaurado e o prontuário médico da mulher foi solicitado, assim como imagens daquele dia.

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O delegado à frente da investigação, Raphael Qualigato Bellinati, afirma que as primeiras informações são de que, durante as aplicações do medicamento receitado, o suspeito teria tentado beijar a mulher, “além de ter tocado em suas partes íntimas alegando necessidade de limpar-lhe”.

A investigação trabalha com hipóteses para tipificar o crime, desde importunação sexual, posse sexual mediante fraude ou até estupro. Isso só deve ser esclarecido, no entanto, com o fim do inquérito, que tem 30 dias para ser concluído, mas ainda pode ser renovado.

Procurada pela reportagem, a assessoria do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, onde a situação ocorreu, informou que “a posição por parte da Diretoria é que de dado a necessidade do cuidado com as informações que são sensíveis e protegidas por lei, infelizmente não podemos emitir informações”.

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Como identificar o assédio?

Segundo a cartilha do Ministério Público do Trabalho de São Paulo, o assédio sexual pode se expressar por meio de condutas físicas, verbais sejam elas claras ou sutis. Também pode ocorrer por meio de insinuações, gestos ou em forma de chantagem.

Condutas físicas: tocar de forma sensual ou sexualmente no corpo da outra pessoa, acariciar, agarrar, beliscar, bloquear caminhos com o objetivo de fazer um avanço sexual, entre outros.

Condutas verbais: fazer referências à sexualidade, orientação sexual, identidade de gênero ou ao corpo da pessoa, observações sexistas, brincadeiras ou provocações sexuais, convites insistentes para sair, propostas indesejadas de caráter sexual oralmente ou por meios eletrônicos. Perguntar sobre a vida privada relacionada ao exercício da sexualidade, contar mentiras ou espalhar rumores sobre a vida sexual da pessoa, compartilhar sem consentimento imagens íntimas da pessoa assediada, fazer descrições gráficas de pornografia, chantagear para permanência ou promoção no emprego.

Não verbais explícitas: ter materiais pornográficos como cartazes, desenhos animados, desenhos de calendários, fotos, programas de computador de natureza sexual, enviar materiais audiovisuais de caráter sexual ofensivo, brinquedos e objetos de natureza sexual.

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Não verbais implícitas: olhares fixos, maliciosos e de avaliação da pessoa, gestos depreciativos de natureza sexual, expressões faciais de natureza sexual, entre outros.

Como denunciar?

  • Disque-denúncia: 181
  • Polícia Civil: 197
  • Polícia Militar: 190
  • Por meio do whatsapp da Polícia Civil: 48 98844-0011
  • Também é possível fazer um boletim de ocorrência por meio da Polícia Virtual da Mulher

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