Nesta quarta-feira (5) é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, a data tem como objetivo chamar a atenção para os problemas ambientais e a importância da preservação dos recursos naturais. Desde então, foram destaque temas como “Apenas uma Terra” (1974), “Cidades verdes: planeje para o planeta” (2005) e “Biodiversidade” (2020).
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Em tempos de estado de emergência climática, nunca foi tão fundamental pensar em ações que levem à proteção dos recursos da natureza, como matas, rios e mares, animais.
É impossível negar: em todo o mundo, os ecossistemas estão ameaçados. Desde florestas e terras áridas até terras agrícolas e lagos, os espaços naturais dos quais depende a existência da humanidade estão prestes a atingir pontos de não retorno. Por isso, o foco deste 5 de junho está na restauração de terras, na prevenção da desertificação e na construção de resiliência à seca sob o lema “Nossa terra. Nosso futuro. Somos #GeraçãoRestauração.”
Espécie extinta há mais de 200 anos é reabilitada e solta em floresta de SC
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Os especialistas alertam sobre o desaparecimento de terras que um dia foram produtivas, provocando um efeito devastador sobre as espécies mais vulneráveis. Com a #GeraçãoRestauração, a ONU pretende semear um pouco de esperança para virar o quadro das tragédias climáticas. A aposta é que cada pessoa pode dar um pouco de si para ajudar na recuperação e preservação do meio ambiente.
12 bugios já foram devolvidos para as matas da Ilha de Santa Catarina
Em Florianópolis, um projeto de reintrodução do bugio-ruivo tem devolvido à Mata Atlântica esse animal classificado como vulnerável e na lista dos 25 animais mais ameaçados no planeta. Os animais são provenientes do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina e chegam com históricos diferentes. Alguns foram nascidos em cativeiro e outros chegaram órfãos, precisando de cuidados porque eram muito filhotes para permanecer sozinhos na natureza.
— Até agora, soltamos 12 bugios, sendo três famílias no Parque Estadual do Rio Vermelho e uma família na Lagoa do Peri — conta Vanessa Kanaan, diretora do programa Silvestres SC.
Os bugios soltos são monitorados através de várias técnicas, como o uso do drone termal, armadilha fotográfica, busca direta e busca por vocalização deles.
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— Mas a principal dessas é a ciência cidadã, ou seja, a gente conta com a ajuda da comunidade para monitorar os bugios soltos. Por isso, pedimos para as pessoas nos avisarem caso ouçam ou vejam um bugio-ruivo. Nosso Instagram (@silvestres.sc) fica à disposição — diz Vanessa, pós-doutora em Ecologia e Agroecossistemas pela UFSC.
O programa surgiu a partir do Projeto Fauna Floripa, com parceria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Fundação do Meio Ambiente (Floram) e Instituto do Meio Ambiente (IMA). Essas entidades realizaram levantamento da fauna da Ilha de Santa Catarina, considerando e identificando espécies que já foram extintas. Para se ter uma ideia, o diagnóstico registra a presença do bugio-ruivo no ano de 1763.
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