Estamos prestes a completar mais um ano com muito pouco a comemorar. E em 2014 têm eleições e Copa do Mundo para galvanizar a atenção da chamada opinião pública desta chamada pátria de chuteiras. São acontecimentos suficientes para procrastinar mais uma vez medidas importantes e estruturais tão urgentes que os empresários estão cansados de defender.

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A taxa de investimento está abaixo de 20% e vamos fechar o ano com um avanço singelo do PIB de cerca de 2%, ancorado pelo agronegócio. Enquanto isso as exportações tendem a cravar um resultado pífio, em torno de 1%, e as importações novamente crescerão, muito perto de 10%. Será um dos piores resultados de contas externas dos últimos dez anos e ainda por cima com inflação alta e juros exorbitantes. Não obstante o pesado investimento no Bolsa Família e seu conveniente bônus eleitoral, o mais recente estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) coloca o Brasil com a pior renda familiar entre 36 países pesquisados.

A prosperidade econômica depende de um relógio de avanços medidos em décadas. Estamos atrasados nas reformas política e tributária. Penalizamos o empresariado que gera empregos com uma legislação trabalhista que distancia cada vez mais a relação capital e trabalho e seremos em breve novamente um país de desempregados com crescimento da criminalidade e a desordem social.

O governo perde tempo com medidas cosméticas e pontuais de olho nas eleições, enquanto sofremos com problemas estruturais nunca são atacados.Vamos ter muitas dificuldades em sair dessa tal de Série B do mundial da competitividade porque, a exemplo de 2013, 2014 não deixa esperar muita coisa. Infelizmente.

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