Os sul-africanos comparecem às urnas nesta quarta-feira para eleições municipais que representam um teste ao poder do ANC, partido que governa o país, e a oposição tem chances de vitória pela primeira vez em grandes cidades.
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Mais de 26 milhões de eleitores devem votar, um número recorde na história da democracia da África do Sul.
Todas as atenções estão voltadas para três cidades: Pretória, a capital, Johannesburgo, o coração econômico, e Port Elizabeth, cidade industrial perto do Oceano Índico.
O Congresso Nacional Africano (ANC), que governa o país e a maioria das 278 cidades do país, enfrenta a Aliança Democrática (DA), principal partido da oposição, que já governa a Cidade do Cabo.
De acordo com pesquisas do instituto Ipsos South África, a oposição tem grandes possibilidades de vencer pela primeira vez em Port Elizabeth, uma cidade com grande taxa de desemprego (36% contra a média nacional de 26,7%).
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A decepção de muitas pessoas com o ANC é grande. Muitas áreas do país continuam sem serviços básicos como água encanada ou energia elétrica. Muitos sul-africanos consideram que os progressos foram escassos desde o fim do regime segregacionista do apartheid, em 1994.
Durante a campanha, a oposição não hesitou em usar o nome de Nelson Mandela, uma figura de consenso, para convencer os eleitores de que o ANC traiu a população.
“Este ANC não é mais o de Madiba (nome do clã de Mandela), não é o ANC pelo qual votei em 1999. É um partido diferente, corrupto e que não se interessa pelas pessoas comuns”, afirmou na terça-feira Mmusi Maimane, líder da DA.
Os resultados também podem ter o peso decisivo dos votos para os Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF), partido de extrema-esquerda liderado por Julius Malema.
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* AFP