– Somos seres vivos e temos que valorizar isso. É preciso fazer o bem sempre, e quem faz bem a um animal, com certeza, não fará mal a um ser humano, é sempre uma oportunidade de aprender e fazer a vida valer mais a pena – conta Katia Chubaci, 43 anos.
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Não que ela precisasse justificar com muitos argumentos o que tem feito pela cachorra Cricri, uma Shar-pei de 7 anos, que sofre com um câncer terminal. Mas há uma semana a situação do animal piorou e ela não deve chegar viva até o natal deste ano. Até lá Cricri terá alguns prazeres especias em seus últimos dias.
Katia é veterinária e encontrou a cadela com diversos tumores na pele em Criciúma, há dois anos. Levou a cadela para Florianópolis, onde vive. Foi diagnosticada com câncer e passou a ser tratada na clínica da veterinária no bairro Rio Tavares, especializada em cirurgias e vacinação. Nesses dois anos foram 17 cirurgias, que permitiram mais qualidade de vida ao animal que convive com 20% da capacidade pulmonar, o fígado tomado por um câncer, 12 tumores no abdômen e outros seis sobre axila.
– A eutanásia dela estava marcada para esta semana, mas é claro o sentimento da Cricri em querer permanecer viva por mais tempo. Percebe-se isso na felicidade que apresenta quando faz algo diferente – conta Katia, que fez uma lista de coisas especias para a cachorra fazer antes de morrer.
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Cricri foi para a praia, comeu saunduíche de carne com maionese, esteve em um centro espírita. Ainda irá brincar em um piquenique, andará de stand up paddle e correrá pelas dunas da Joaquina, além de andar de carro no banco da frente com a janela aberta. Certamente irá arrancar sorrisos de quem viver esses momentos com ela e retribuíra com aquele olhar canino de obrigada. Para quem acha que é errado ou exagero, o sentimento de fazer algo de bom é motivador.
– Há tanta coisa errada e é tão triste ver a indiferença diante do sofrimento de outro ser. Sinto no coração que devo fazer o bem aos animais e essa é a minha contribuição. Deve ser muito triste e ruim alguém que não faz o bem a um amigo, que não estende a mão e não ajuda – conta a amiga de Cricri.
Na sua clínica veterinária Katia oferece serviços de castração com custo reduzido como incentivo para reduzir a natalidade de animais e é defensora da adoção.
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– Eu espero que as pessoas não tenham animais de estimação de forma egoísta, sejam eles de raça, vira-latas, como forem. Que passem horas sem lhes dar atenção e dando-lhes apenas comida. Quem está perto de nós, precisa ser tratado como companheiro – acredita.
O carinho com os animais se reflete na educação dos filhos. Segundo ela, o filho de oito anos sugeriu a um colega, durante uma aula, que não comprasse um cachorro com um argumento irrefutável.
– Me contaram que ele disse assim ao colega: “não compra um cachorro porque amigo não se compra, se escolhe” – conta a mãe orgulhosa.
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As 10 coisa que Cricri irá fazer
1 – Ir para a praia (feito)
2 – Comer um sanduba com hambúrguer de carne (feito)
3 – Andar de barco
4 – Ir a uma sessão espírita (feito)
5 – Andar de carro no banco da frente com a janela aberta
6 – Corre, ou tentar correr atrás de um gato sem levar bronca
7 – Andar de skate
8 – Entrar na piscina
9 – Andar Stand Up Paddle
10 – Descer as dunas da Joaquina, se der com uma prancha de sandboard
