Um confronto entre agentes da Polícia Militar (PM) e suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas no Morro do Mocotó, região central de Florianópolis, terminou com dois homens baleados — um deles passará por cirurgia. Segundo a PM, o tiroteio aconteceu no momento em que a PM fazia uma patrulha na comunidade, por volta das 14h40min desta quinta-feira (12).

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A PM considera que os homens baleados, de 21 e 22 anos, atuariam junto ao tráfico de drogas. O confronto teria acontecido, de acordo com a PM, depois que um deles disparou contra a polícia.

Os dois foram socorridos e levados ao hospital, onde permanecem sob custódia policial, e estão fora de perigo. Um deles foi baleado na perna e outro próximo à costela. A dupla será autuada em flagrante assim que receber alta, segundo a PM.

A PM também informou que a arma usada para disparar contra os policiais era uma pistola de uso restrito, roubada de um policial militar de folga no ano passado. Além da arma, os policiais também apreenderam 2 kg de maconha no local.

Quatro policiais atuavam na patrulha. Ainda segundo a polícia, outros suspeitos de envolvimento com o tráfico, que estavam no local, conseguiram fugir.

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Tiros foram dados perto de projeto social

O confronto aconteceu próximo à Associação dos Amigos da Casa da Criança e do Adolescente do Morro do Mocotó (ACAM), projeto que atende a 190 crianças em contraturno escolar na comunidade.

Fernanda de Souza Sardá, coordenadora do projeto, estava no local no momento do tiroteio e contou que os disparos foram perto da ACAM. Cerca de 110 crianças eram atendidas no espaço quando houve o confronto, segundo ela.

— Não é uma coisa comum. Hoje os tiros foram muito perto da casa onde funciona o projeto. As crianças entraram em pânico, ficaram muito assustadas, se jogaram no chão — relata Fernanda.

Ainda conforme Fernanda, a ambulância que socorreu os dois jovens baleados só chegou ao local cerca de 40 minutos depois que eles foram alvejados. Moradores da comunidade teriam reclamado da forma como a polícia conduziu a operação.

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Câmeras corporais da PM serão analisadas

Procurado pela reportagem, o subcomandante do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM), major Rodrigo Serafin, declarou que toda a ação dos policiais foi registrada pelas câmeras corporais e disse que as imagens serão analisadas nesta sexta-feira (13). Ainda conforme o major, um inquérito interno vai apurar a conduta dos agentes.

Sobre a demora no atendimento, Serafin disse que o socorro aos jovens demorou cerca de 15 minutos, ressaltando que o acesso ao local era difícil. Ainda conforme ele, os policiais são orientados a agir com respeito à comunidade.

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