Se na lenda das bruxas o gigante está deitado, quando ativo o Cambirela lançou uma cortina de fumaça com cerca de 12 quilômetros de altura e magma incandescente a 800 graus centígrados. A ciência está aí para comprovar. São 590 milhões de anos desde que o fenômeno ocorreu e levantou o Morro do Cambirela. À medida que as cinzas cobriam a região, o magma incandescente se esparramava, surgindo assim o local que viria a ser símbolo da Grande Florianópolis.
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As pedras sobre a mesa do geólogo Breno Leitão Waichel, professor da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), confirmam o processo vulcânico pelo qual passou o maciço encravado na região.
Veja a reportagem especial “Kamby-reya: memórias e personagens do Morro do Cambirela”
O professor Waichel, também coordenador do Laboratório de Geoquímica da UFSC, explica que o Cambirela é formado por uma rocha vulcânica de composição ácida, o riolito, similar ao granito, o mesmo do Morro da Coroa, na Praia da Armação, ao Sul da Ilha. Essas rochas são consequência da atividade do vulcão, que esteve ativo naquele período. Para o especialista, ambos são uma espécie de testemunhas de uma era.
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— Os morros do Cambirela e da Coroa são testemunhas de um evento vulcânico que ocorreu há muito tempo, sem a possibilidade de entrarem em erupção novamente. Ocorre que não existe mais calor para gerar a erupção — responde o geólogo.
O professor faz outro esclarecimento: diferente do que diz a lenda urbana, as pedras do Itaguaçu, aquelas narradas pelo pesquisador e museólogo Gelci José Coelho, o Peninha, como do Baile das Bruxas, não foram “cuspidas” ou ejetadas pela erupção do vulcão.
— Tanto o Cambirela como os granitos do entorno, pertencem ao mesmo sistema ígneo, chamado de plutônico-vulcânico: quando se tem um vulcão ativo na superfície da Terra, embaixo dele o magma fica armazenado em câmaras magmáticas. Quando essa câmara enche muito, o magma é injetado para a superfície e temos a formação do vulcão. O Morro do Cambirela é a parte vulcânica, que chegou até a superfície, e as pedras do Itaguaçu seria a parte plutônica, que solidificou em subsuperfície formando granitos — pontua.
Existe, ainda, outra curiosidade relacionada às águas termais no entorno do Cambirela. Em alguns lugares, como spas e parques aquáticos na região da Grande Florianópolis, a água brota das rochas a uma temperatura de 39ºC. O fenômeno resulta de um sistema de fraturas geológicas por onde a água da chuva se infiltra e desce por alguns quilômetros até ser aquecida e depois retorna à superfície. Este sistema de fissuras ocorre em toda a Serra do Tabuleiro, e em pontos específicos temos as fontes termais.
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Vídeo conta a história do Morro do Cambirela
Quem já viu o “Gigante adormecido”?
A lenda segue viva. Dependendo do local em que se encontre, tem quem aposte ver cabeça, nariz, pescoço, tronco, pernas e pés do “gigante adormecido” Cambirela. A causa não seria exatamente preguiça, mas uma reação por ter sido excluído de uma festa. Contam que, certa vez, as bruxas organizaram uma grande comemoração na praia de Itaguaçu, com todos os personagens folclóricos convidados, exceto o diabo.
O “bruxaredo” não suportava o cheiro de enxofre e as atitudes antissociais do “Coisa feia”. O gigante, obrigado a acompanhar a festa de longe, chorou tanto que suas lágrimas viraram mar, tendo ele se jogado de costas no chão. Apesar de grande, o gigante nunca mais conseguiu se levantar. Mas soube se vingar: bruxas foram petrificadas e usando a imaginação dá para “ver” em Itaguaçu…
Confira imagens do Morro do Cambirela
“Muitos seios”: o Cambirela e a ligação com o sagrado
O Cambirela também já foi chamado de “Kambi-reya”, como diziam os Carijó que habitavam a região. A palavra significa muitos seios, em referência aos vários picos do maciço, às vezes, semicoberto por nuvens a modo de algodão.
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Eliara Antunes é cacica na aldeia Yakã Porã, que faz parte da comunidade do território indígena Morro dos Cavalos, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Pode-se dizer que é vizinha do Cambirela. Também é coordenadora estadual da Comissão Guarani Yvyrupa, organização indígena que congrega coletivos do povo Guarani nas regiões Sul e Sudeste do país na luta pela terra.
Para ela, quando se fala no Cambirela, vem à mente a figura de um corpo feminino que, com seus seios, amamentou, remetendo à mãe-terra.
— É algo ligado ao sagrado. O Cambirela sempre esteve presente para nós, pois o Guarani é o povo do litoral. É uma montanha e, como todas, encantam. Por isso, todas as pessoas, que descem para o litoral catarinense, se encantam e não têm mais vontade de voltar. Para nós, significa a nossa história, a nossa vida, o nosso planeta, o nosso mundo — diz.

A ciência que estuda os vulcões mostra que, antes de uma erupção, costuma-se ouvir um estrondo, como um trovão, seguido de tremores de terra. Na explosão violenta, pedaços de rochas são jogados a quilômetros de distância. Ainda que grandes, parecem pedrinhas voando pelo ar. O vulcão joga a lava para fora, que escorrega pela montanha de fogo, atingindo tudo ao redor.
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De certa forma, os Guarani pensam em algo parecido mas, dentro da espiritualidade, acreditam que do Cambirela soprarão sementes para fecundar a terra, como explica a cacica:
— Como mulher Guarani, eu sinto o Cambirela como um berço de vida. Todos os dias, ao longo de todo esse tempo, pássaros saem e voltam, com muitas sementes, de vários tipos, de tantos lugares. Por isso, a gente entende ser um berço, onde todas as sementes vão brotar um dia.
Referência a navegadores e inspiração para pintores
Entre tantos outros, coube a Visconde de Taunay, nascido em Desterro e hoje lembrado com nome de rua no bairro Agronômica, em Florianópolis, comparar numa viagem de regresso o cenário do Cambirela e do Tabuleiro com os de Mangaratiba, de Angra dos Reis, e de São Sebastião.
Desde sempre o Cambirela representou certezas e alívio. Para os navegantes, a presença monumental do morro significou proximidade com a Ilha de Santa Catarina. Se o destino era o Sul, aproximavam-se do Farol de Santa Marta, inaugurado em 1891, sendo o Cabo de Santa Marta, em Laguna, o ponto mais oriental da região. Se a direção era o Norte, podiam sentir-se mais seguros nas águas calmas das baías.
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Um desses navegantes foi Afonso d’Escragnolle Taunay, professor, historiador e tradutor, nascido em 1871 na antiga Nossa Senhora do Desterro. De dentro do navio Almirante Alvin, em viagem de regresso à terra natal, escreveu sobre como era o visual quando o vapor começava a navegar nas águas mansas. No texto “Revendo a terra natal”, publicado no jornal República, em 9 de outubro de 1928, Taunay registra:
“Íamos lentamente avançando as largas bahias e as abaras aprazíveis se enfileiravam em uma e outra margem daquele estreito defrontando as mansas collinas da ilha as grandes montanhas cerradamente verdes do Continente… Para o Sul, iam se elevando as montanhas da Terra Firme e as da Ilha, em direccao aos mássiços imponentes do Ribeirao do Taboleiro e da Cambirella”. Esbate-se-lhe o perfil esgalgado a direita do observador, sobre o massiço grandioso do Serra do Mar que aqui tem raríssima imponência, digna de se comparar as mais alterosas paisagens de nossa costa, mesmo na região guanabarina. O aspecto do massiço do Cambirella e o Taboleiro, plano como um cesto de gávea, cobertos de densa floresta com suas bases quase beijadas pelo mar, ostenta a magnificência dos scenarios de Magaratiba de Angra dos Reis, de São Sebastião, de que tanto se aproxima”.

As primeiras imagens do Brasil foram produzidas por artistas viajantes. Da Ilha de Santa Catarina também. Mas, antes dos primeiros exploradores europeus aportarem, no início do século 16, todo o litoral catarinense era ocupado pelos Carijó, pertencentes à nação Tupi-Guarani. Esses indígenas viviam em pequenas aldeias e a base alimentar era a caça e a pesca, além do cultivo de milho e mandioca, mas foram perseguidos pelos bandeirantes para o trabalho escravo e praticamente dizimados.
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No século 18, há registros de viajantes que não eram pintores, mas de naturalistas de formações diversas. Quase todos os registros foram coletados no livro organizado por Paulo Berger (1984) chamado Ilha de Santa Catarina – Relatos de viajantes estrangeiros (séculos XVIII e XIX). George Anson, comandante de uma esquadra inglesa, chegou a Santa Catarina em 1740 e escreveu que, de longe, havia o melhor porto de abrigo em toda a costa brasileira. A descrição da Ilha é riquíssima em detalhes. A fauna e flora estão presentes em muitas obras, como em Entrada Norte da Ilha de Santa Catarina (1740, George Anson), Vista da Baía Sul da Ilha de Santa Catarina cidade de Desterro (1824, Charles Landseer) e Vista da Antiga cidade de Desterro (1868, Joseph Bruggemann).
A exuberância do Cambirela também chamou a atenção de artistas estrangeiros que passaram pela região. No entanto, foi o conterrâneo Victor Meirelles que pincelou o morro em um dos seus quadros.
O pintor catarinense, aquele que pintou o icônico quadro da Primeira Missa no Brasil, também foi inspirado pela beleza do Morro. Diferente do cenário religioso que recriou, em 1861, o artista, nascido em Nossa Senhora do Desterro (1832), tinha a paisagem diante dos olhos. No quadro Vista Parcial da Cidade de Nossa Senhora do Desterro (1847), o Cambirela aparece ao fundo. Nesta mesma época e com apenas 15 anos, Victor Meirelles partiu para o Rio de Janeiro onde iria estudar desenho antes de viajar para a Europa.

As incursões dos jesuítas
Nos anos 1940, alunos do Colégio Ginásio Catarinense participavam de subidas ao Morro do Cambirela. As atividades extraclasse tinham caráter educativo, pois possibilitavam aprender geografia e ciências naturais.
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No acervo da biblioteca do Colégio Catarinense, na Capital, encontram-se relatos e fotografias das vezes em que, na década de 40, os jesuítas levavam alunos para visitar o Cambirela.
O NSC Total teve autorização para acessar a documentação do antigo Ginásio Catarinense. Escritos mostram que as atividades eram quase sempre direcionadas aos internos e funcionavam como um presente de férias. As subidas extraclasse tinham caráter educativo, pois possibilitavam aprender sobre geografia e ciências naturais, além de estimular o espírito de equipe, o apreço pela natureza e a superação pessoal.
O registro mais antigo que se tem de uma subida ao Cambirela, com data de 1934, foi publicado na edição quinzenal do jornal “O Apóstolo”, em de 1º de outubro de 1937. O trecho do artigo intitulado “Devagar se vai ao longe” é assinado pelo padre Arnoldo Bruxei, onde descreve que a altura equivale a cinco vezes e meia a do Morro da Cruz. Pelo texto, os passeios teriam sido realizados entre 1934 e 1936.
Já em 1º de janeiro de 1942, padre Roberto Rambo publica o artigo: “A subida ao Cambirela com destaque para algumas passagens”:
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“Dia 23 de junho de 1941, às 4.30min da madrugada. 16 rapazes corajosos e 5 escolásticos embarcam no ônibus do Ginásio. Noite cerrada. Céu estrelado. Em rápida corrida, entre gritos e cantigas alegres que alarmavam cães e gatos e talvez estorvavam o sono abençoado da gente, passam os 21 por São José, Palhoça, Aririú, e chegam à ponte do Cubatão e ao pé do Cambirela. Noite ainda. Acordamos o “guia-vaqueano” que deveria mostrar-nos o caminho – digo mal – abrir-nos uma picada pelo mato e a alta capoeira até o tope. Gastamos na subida quatro horas batidinhas. Seria impossível chegar ao alto, sem o vaqueano que ia adiante com um “baita” dum facão abrindo brecha. Depois do mato entramos na capoeira alta com samambaias de 2 a 3 metros de altura, emaranhados de cipós capins, troncos derrubados, pedras, penhascos. Existe lá um capim” danado”, muito cortante que se gruda à pele, corta uma lasca e -decerto- depois a come! … A crista do monte 2º mede em certos trechos só 6 a 8 metros de largura. De ambos os lados há abismos horrendos. Mudos e extasiados admiramos o panorama indizivelmente belo; qual imenso mapa em alto relevo espraiava-se diante do nosso olhar uma das mais lindas regiões do nosso lindo Brasil: as baias do norte e do sul, a Ilha de Santa Catarina toda com seus 50 kms de extensão, desde a barra do sul, a ponta dos Naufragados, o farol, Pântano do Sul, a planície da Armação, Campeche com o campo de aviação, a base naval com seus hangares, a pitoresca Capital e a majestosa Ponte Hercílio Luz, montes, vales, até a ponta norte da Ilha com Canasvieiras e o ancoradouro dos navios transatlânticos. Ao pé do Cambirela serpeia o Cubatão que pela pouca queda descreve figuras bem esquisitas. São José, Palhoça, Santo Amaro, a “Pedra branca” com sua rocha a pique de 400 metros, todo este grandioso cenário se fecha pela serra de Angelina que alcança quase 1.000 metros de altura”.

A filha do guia
Entre as dezenas de imagens, localizamos a de Maneca, pai de Maria Irene Santos de Macedo, com o facão em punho. Atualmente, a família do homem mora aos pés do Cambirela, em Palhoça, na Grande Florianópolis, e próximo à BR-101.
A rodovia, antes chamada de BR-59, foi aberta em 1970. A história do município remete à agricultura familiar e à pesca, principalmente na Enseada do Brito, região onde se estabeleceram imigrantes açorianos. O desenvolvimento do lugar está associado à agricultura de caráter familiar, com engenhos de farinha e olarias. Atualmente, na mesma base palhocense do Cambirela, existem restaurantes, borracharia e posto de combustível.
— Dona Maria Irene, conhece esse homem com chapéu e um facão na mão, em estilo espada, que sobe o Cambirela? — a repórter pergunta para Maria, que estava sentada no sofá da casa localizada na área rural de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis.
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A resposta é convincente:
— Sim, é meu pai. A família tinha um sítio na região do Furadinho, bem nos pés do Morro, e ele muitas vezes subia. Não só quando o avião caiu, mas também para auxiliar os padres do colégio.

No retrato, possivelmente feito por uma máquina fotográfica Rolleiflex dos jesuítas do Colégio Catarinense, está Manoel Silva Sales, o Maneca. Filha do segundo casamento do pai, Maria Irene guarda apenas lembranças das histórias contadas pelo agricultor já falecido.
— Meu pai plantava mandioca, feijão e milho no pé do morro. Mas também ganhava alguma coisa abrindo picadas para levar as pessoas lá no alto — diz.
Foi pela fotografia publicada no Facebook do Colégio Catarinense que Maria Irene, ao confrontar com a foto do próprio casamento, reconheceu o pai, um dos primeiros guias não-indígena do local.
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A queda de avião na década de 1940
Por mar ou terra, o Morro do Cambirela sempre serviu de referência geográfica. Da mesma forma, aos aviadores que no início da década de 1920 aterrissaram em Santa Catarina com seus frágeis hidroaviões, procedentes de grandes capitais, como Rio de Janeiro e Buenos Aires. Mas uma tragédia que teve como palco o Morro marcou os anais da aviação nacional.
No rigoroso inverno de 1949, o Cambirela entrou para as manchetes. Sem o advento da televisão, rádios, jornais e revistas noticiaram ao mundo a queda de um avião matando 28 pessoas, sendo seis tripulantes e 22 passageiros. Naquela tarde chuvosa de 6 de junho, o Douglas, DC-3 C-47, do 2º Grupo de Transporte (2º GT) da Força Aérea Brasileira (FAB), voava do Rio de Janeiro com destino a Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, tendo feito escalas em São Paulo, Curitiba e Florianópolis.
Depois de 75 anos, ainda permanecem dúvidas sobre o que teria causado a colisão com o morro e a consequente explosão. A única certeza é que o Cambirela foi palco do então maior desastre aeronáutico do Brasil.
— As condições de visibilidade não eram boas, o vento era forte e depois de deixar o aeroporto, a aeronave seguia em altitude baixa. Foi quando a asa direita bateu na rocha da encosta (mais tarde denominada Pedra da Bandeira), a cerca de 800 metros, partindo em vários pedaços e prendendo fogo. Labaredas tomaram conta do precipício coberto pela densa vegetação — conta Silvio Adriani Cardoso, autor do livro “O Último Voo do C-47 2023, o desastre aéreo que abalou o Brasil”.
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Antes de ser adquirida pela FAB, a aeronave bimotor, de fabricação norte-americana, foi usada na Segunda Guerra Mundial. Além de transportar passageiros, explica o autor do livro, o avião carregava vacinas e correspondências do então Correio Aéreo Nacional.
O corte da comunicação com a torre de controle da Base Aérea de Florianópolis deu-se às 14h daquele dia 6 de junho. A localização só ocorreu às 9h da manhã seguinte. Depois de quase oito décadas, Cardoso lembra das dificuldades enfrentadas para se chegar ao lugar da tragédia.
— O local era de acesso muito difícil, sendo gastos três dias para o resgate dos corpos. Foi preciso contar com a ajuda de moradores próximos que melhor conheciam a região — recorda.
Cardoso, um apaixonado pela aviação, é guia credenciado para atuar no Parque Estadual da Serra Tabuleiro, organização com montanhistas que atua na sinalização, conscientização, limpeza e manutenção dos degraus que facilitam os acessos e garantem maior segurança e redução de acidentes nas trilhas. Em 2018, ele e amigos recolheram algumas peças que ainda se encontravam no local do acidente, assim como pequenos objetos, como botões dos trajes dos militares, e que foram levados para um museu em Tijucas, também na Grande Florianópolis.
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— O acidente foi uma coisa muito triste, pois acabou com a vida de muitas pessoas e enlutou famílias. A aviação brasileira se aprimorou muito e hoje é reconhecida no mundo — observa o autor.
Veja imagens do acidente
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